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Cristo vai ao encontro da morte com liberdade de filho - Reflexão do Domingo de Ramos

Cristo vai ao encontro da morte com liberdade de filho

A oferta de sacrifícios a Deus parece constituir, em todos os povos, a expressão mais significativa do senso religioso do homem. Despojando-se de tudo o que lhe pertence por conquista ou pelo trabalho, o homem reconhece que tudo pertence a Deus e lho restitui em agradecimento. E quando uma parte do que foi sacrificado é comida pelos ofertantes, então se estabelece uma comunhão simbólica entre Deus e os comensais, uma participação da mesma vida.

Na Bíblia, as tradições sacerdotais nos dão a conhecer uma legislação complexa, que poderia facilmente assumir valor autônomo e, portanto, formalista, esquecendo o significado da ação cultual em relação à salvação integral do homem. Os profetas lembram frequentemente que Deus só aceita as ofertas e sacrifícios se são acompanhados de uma atitude interior de humildade, de oferta espiritual de si mesmo, de reconhecimento da própria e radical pobreza e da necessidade de uma libertação que nós sozinhos não podemos obter, mas podemos invocar e esperar de Deus. 

Cristo, luz para nossas trevas - Reflexão 4º Domingo Quaresma “A” - São Mateus

Cristo, luz para nossas trevas

Como a água, também a luz - com seu oposto, a escuridão - é um dos símbolos fundamentais da existência humana e da reflexão religiosa. No relato do Gênesis, Deus, pela criação da luz e sua separação das trevas, põe ordem e distinção no caos primitivo, e o torna um cosmos cognoscível e depois habitável.

Na plenitude dos tempos, a Palavra de Deus veio habitar no meio de nós. Vida e luz de todo ser vivo, ela ilumina com nova luz aquele que crê na Palavra feita homem, na mensagem tornada pessoa viva, concreta e histórica, no Filho do Deus invisível que dá a conhecer o Pai. Esses são os grandes temas desenvolvidos por João desde o prólogo do seu evangelho, e ilustrados através de uma série de "sinais", diante dos quais só há uma alternativa: responder sim ou não, sem atenuantes. 

Cristo, água para nossa sede - Reflexão 3º Domingo Quaresma “A” - São Mateus

Cristo, água para nossa sede


O tema da água que salva volta com frequência na liturgia quaresmal. A partir deste domingo, a Igreja oferece à comunidade cristã que revive seu batismo uma síntese da história da salvação, servindo-se do rico simbolismo da água.

A água tem sua linguagem

O risco da Fé - Reflexão 2º Domingo Quaresma “A” - São Mateus

O risco da Fé

Revelar-nos ao outro é um ato de confiança, porque lhe da poder para intervir sobre nós; e partilhar a mesma vida como acontece na amizade, no matrimônio; é deixar que seja envolvida toda nossa existência.

Um homem deixa sua terra

A vocação de Abraão é um exemplo eficaz de resposta à proposta de Deus: por isso ele é chamado o nosso pai na fé.

Com Abraão, Deus retoma a iniciativa do diálogo: faz as suas propostas em termos acessíveis a esse homem, mas com uma exigência de totalidade. A resposta de Abraão difere inteiramente do pecado de Adão: um se distância, outro se aproxima; um quer possuir a terra, outro se desapega; um desconfia da palavra de Deus, outro tem fé em suas promessas e troca a segurança do enraizamento em uma terra, de uma família, dos próprios deuses, pelo risco generoso em seguir o Deus que chama para uma terra "que lhe será indicada mais tarde". Da parte de Deus, a "maldição" destinada ao homem pecador muda-se num anúncio de "bênção" aberta a todas as nações (1ª leitura).