Cristo vai ao encontro da morte
com liberdade de filho
A oferta de sacrifícios a Deus parece constituir, em todos
os povos, a expressão mais significativa do senso religioso do homem.
Despojando-se de tudo o que lhe pertence por conquista ou pelo trabalho, o
homem reconhece que tudo pertence a Deus e lho restitui em agradecimento. E
quando uma parte do que foi sacrificado é comida pelos ofertantes, então se
estabelece uma comunhão simbólica entre Deus e os comensais, uma participação
da mesma vida.
Na Bíblia, as tradições sacerdotais nos dão a conhecer uma
legislação complexa, que poderia facilmente assumir valor autônomo e, portanto,
formalista, esquecendo o significado da ação cultual em relação à salvação
integral do homem. Os profetas lembram frequentemente que Deus só aceita as
ofertas e sacrifícios se são acompanhados de uma atitude interior de humildade,
de oferta espiritual de si mesmo, de reconhecimento da própria e radical
pobreza e da necessidade de uma libertação que nós sozinhos não podemos obter,
mas podemos invocar e esperar de Deus.
