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A Minha Carne é Verdadeira Comida e o Meu Sangue Verdadeira Bebida (Jo 6,55)

Amados (as) amigos (as) deste blog tão especial, meditando o Evangelho da Solenidade do SS Corpo e Sangue de Cristo neste tempo comum Jo 6,51-58, tive um forte impacto, não por falta de conhecimento dessa passagem tão linda da comunidade joanina, mas, pela forma que aprofundei em oração esta rica e bela narração sobre o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.

Gera incompreensão na linguagem, como pode ele dar seu próprio corpo como comida e seu sangue como bebida? Diz o evangelista que a multidão de judeus que escutava Jesus falando foi surpreendida ao ouvir Jesus dizer: meu corpo é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida v. 55.

Passaram-se muitos séculos desde quando esse evangelho foi escrito, no entanto, volta a nossa cabeça a mesma pergunta dos judeus do primeiro século no confronto com a primeira comunidade cristã. 

Corpo e Sangue de Cristo

A Liturgia da Palavra da Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus, lembra-nos que Cristo permanece conosco no Sinal da Sua Páscoa. A vida do homem é povoada de presenças: presenças visíveis e próximas como a de uma mãe que cuida de seu filho que brinca ou que dorme; presenças invisíveis como a de duas pessoas que se amam, pensam uma na outra e se encontram, superando a distância e a separação corporal e física; presenças que proporcionam paz, satisfação e segurança; presenças tempestuosas e perturbadoras que são como uma ameaça... No plano da vivência humana mais profunda, o homem faz a experiência singular de uma presença maravilhosa mais real, que é a revelação e tomada de consciência da presença criadora de Deus que nos faz existir e “em que vivemos, nos movermos e somos” (At 17,28). D’Ele fazemos memória litúrgica e sacramental que, através dos sinais do pão e do vinho, comidos e partilhados pela comunidade, torna presente o Cristo na sua realidade e no mistério da Eucaristia, que é Presença Real. 

Lauda Sion - Sequência de Corpus Christi - Louva Sião

Terra, exulta de alegria, louva teu pastor e guia com teus hinos, tua voz!

Tanto possas, tanto ouses, em louvá-lo não repouses: sempre excede o teu louvor!

Hoje a Igreja te convida: ao pão vivo que dá vida vem com ela celebrar!

Este pão que o mundo creia! por Jesus, na santa ceia, foi entregue aos que escolheu.

Nosso júbilo cantemos, nosso amor manifestemos, pois transborda o coração!

Corpus Christi: Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

Corpus Christi em latim significa Corpo de Cristo, festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. É uma festa de “preceito”, ou seja, é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia.

No decorrer de sua história, a nossa Mãe Igreja enfrentou inúmeras heresias. Temos conhecimento de que as primeiras grandes controvérsias teológicas que precisaram ser resolvidas em meio aos concílios ecumênicos versaram sobre a Santíssima Trindade, no primeiro e no segundo Concílios Ecumênicos; sobre o mistério da Encarnação, no terceiro, quarto, quinto e sexto Concílios Ecumênicos; e o problema das imagens, no sétimo Concílio Ecumênico. No século XI, surgiu a heresia de Berengário de Tours que negava a presença de Cristo na Eucaristia. Berengário foi quem primeiro se atreveu a negar a conversão eucarística; a Igreja condenou-o porquê nunca quis se retratar. 

Corpus Christi - Pe. Brendan Coleman

Festa de Corpus Christi, ou como é oficialmente chamada a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

Esta festa nos convida a refletir sobre o amor incondicional de Deus por nós e nos alegramos pela presença permanente de Jesus Cristo, o centro de nossa fé, nossa esperança e nossa salvação. A festa é sempre celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. Pode-se dizer que esta festa se constitui um desdobramento da Quinta-feira Santa. Quer comemorar a presença de Cristo como sacrifício eucarístico de seu corpo e de seu sangue. Esta solenidade deve ser vista em conexão com a devoção do Santíssimo Sacramento, que desabrochou poderosamente ao longo do século XII e na qual se realçava de maneira particular a presença real de Cristo todo no pão e vinho consagrado.