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Liturgia Diária Comentada 17/02/2017 sexta-feira

6ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 30,3-4 Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais.

Oração do Dia: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Livro do Gênesis 11,1-9

Toda a terra tinha uma só linguagem e servia-se das mesmas palavras. E aconteceu que, partindo do oriente, os homens acharam uma planície na terra de Senaar, e ali se estabeleceram. E disseram uns aos outros: “Vamos, façamos tijolos e cozamo-los ao fogo”. Usaram tijolos em vez de pedra, e betume em lugar de argamassa. E disseram: “Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra”.

Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E o Senhor disse: “Eis que eles são um só povo e falam uma só língua. E isto é apenas o começo de seus empreendimentos. Agora, nada os impedirá de fazer o que se propuserem. Desçamos e confundamos a sua língua, de modo que não se entendam uns aos outros”. E o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. Por isso, foi chamada Babel, porque foi lá que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e de lá dispersou os homens por toda a terra. - Palavra do Senhor.

Comentário: O resultado do pecado original é a desintegração universal da humanidade, como nos é apresentada na confusão de Babel. É uma avalanche que se desencadeia a cada momento dentro de cada homem, e cada vez destrói a humanidade. É desse modo que a Bíblia, nos onze primeiros capítulos do Gênesis, apresenta e contesta os males do mundo. Há um estreito liame entre o mal pessoal e o mal coletivo. Na origem dos males sociais está o pecado pessoal de ruptura do homem com Deus. E os males sociais, por sua vez, provocam esta ruptura. A Bíblia não crê que se possa lutar contra a confusão da torre de Babel, contra a destruição causada pelo dilúvio ou contra a violência assassina, a não ser colocando o homem em seu justo lugar diante do Criador. E não o homem sozinho: a reforma pessoal não pode ser separada da vida da sociedade. (Missal Cotidiano)

Salmo: 32,10-11. 12-13. 14-15 (R. 12b)
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar.

Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.

Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,34-9,1

Naquele tempo, chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la. Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos. Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus chegar com poder”. - Palavra da Salvação.

Comentários:

O Evangelho de hoje nos mostra um significado fundamental para entendermos o mistério da cruz. Jesus diz: "renuncie a si mesmo e tome a sua cruz". A cruz significa antes de tudo não ser mais nada para si e ser tudo para os outros. De fato, Jesus no alto da cruz já não tinha nada que fosse seu, a não ser a sua própria vida, e até ela nos é dada conforme ele mesmo nos diz: "Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente". Mas esse fato é o coroamento de toda a vida de Jesus que não se apegou ciosamente à sua condição divina, mas se fez homem, obediente até a morte e morte de cruz, vivendo totalmente para servir ao seu Pai e aos seus irmãos e irmãs, numa total oblação. (CNBB)

O discipulado comporta três atitudes radicais. Tudo começa com a renúncia de si mesmo. E preciso abrir mão dos projetos pessoais e submetê-los às exigências do Reino. Romper com o próprio egoísmo, que faz o indivíduo ensimesmar-se, e colocar o próximo e suas carências no centro de suas preocupações. Deixar de lado os preconceitos e as formas de pensar que não estão de acordo com o projeto do Reino. Positivamente, d renúncia do discípulo supõe aceitar a liberdade própria do Reino, que lhe descortina um horizonte infinito de possibilidades de amar e fazer o bem. O passo seguinte consiste em tomar a sua cruz. Ou seja, ser capaz de enfrentar as consequências de sua opção, sem se intimidar ou deixar arrefecer o entusiasmo inicial. A cruz do discípulo é a cruz do testemunho verdadeiro de sua fé que, ao defrontar-se com a iniquidade, provoca reações de hostilidade, cujo ápice é a morte cruel e violenta. E também a cruz do desprezo, da rejeição, da zombaria e da exclusão, por causa da fidelidade ao Reino e pela coragem de não pactuar com as solicitações do mal. Por fim, o discípulo está em condições de aceitar o convite "siga-me", e fazer do caminho de Jesus seu próprio caminho e do projeto dele seu próprio projeto. Quem perde a própria vida, acaba encontrando a verdadeira vida, a que Jesus tem para oferecer. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Aqui Marcos apresenta um texto que deságua em duas vertentes, primeiro o ensinamento em sua forma literal, ou seja, Jesus anunciando que é necessário romper definitivamente com o sistema vigente, e que segui-Lo não trará benefícios nesta vida, pelo contrario, implicará em dor e talvez até a morte. Mas também revela que estará conosco até a eternidade e será junto ao Pai o nosso intercessor. Agora, como aplicar essa passagem em nosso dia-a-dia. Vejamos, se você adere a uma agremiação certamente irá adquirir o uniforme, participará de todos os eventos, divulgará para todos às maravilhas que ela realiza, irá defendê-la fervorosamente, pois bem, seguir Jesus não será diferente. Em primeiro lugar devemos nos revestir de Cristo, ou seja, imitá-Lo em todos os sentidos, devemos ter como meta principal a vivência e o anuncio da Palavra a todas as criaturas, as nossas necessidades mundanas deverão ficar em segundo plano quando confrontadas com o chamamento do Reino, ter a convicção de que viver em Cristo é amar o inimigo, é participar da dor do irmão, é saber não estamos isentos das investidas do demônio. Devemos testemunhar a nossa fé e defendê-la a qualquer custo, pois só assim teremos um defensor diante do Pai. (Ricardo e Marta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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