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Liturgia Diária Comentada 18/02/2017 sábado

6ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 30,3-4 Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais.

Oração do Dia: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!


Primeira Leitura: Carta aos Hebreus 11,1-7

Irmãos, a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. Foi pela fé que compreendemos que o universo foi organizado por uma palavra de Deus. Assim, as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê. Foi pela fé que Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor que o de Caim; e por causa dela, ele foi declarado justo, pois Deus aprovou a sua oferta. Graças a ela, mesmo depois de morto, Abel ainda fala! Foi pela fé que Henoc foi arrebatado, para não ver a morte; e não mais foi encontrado, porque Deus o arrebatou. Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus. Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável, pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe e que recompensa os que o procuram. Foi pela fé que Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo e construiu uma arca para salvar a sua família. Pela fé, ele se separou do mundo, tornando-se herdeiro da justiça que se obtém pela fé. - Palavra do Senhor.

Comentário: Como as grandes personagens do gênesis, também nós somos chamados a ver, na fé, a presença e a ação de Deus em nossa avia. O Concílio Vaticano II nos exorta a fazê-lo: “O povo de Deus, movido pela fé, que o faz crer ser ele guiado pelo Espírito do Senhor, que enche o universo, procura discernir nos acontecimentos, nas buscas e nas aspirações de que participa juntamente com os outros homens de nosso tempo, quais os verdadeiros sinais da presença ou do desígnio de Deus. De fato, a fé ilumina tudo com uma luz nova e revela as intenções de Deus sobre a vocação integral do homem e, por isso, orienta a inteligência para soluções plenamente humanas... Que pensa a Igreja do homem? Que parece ser recomendável para a edificação da sociedade atual? Qual é o significado último da atividade humana no universo? Espera-se uma resposta para tais perguntas. Com isto, manifestar-se-á ainda com mais evidência que o povo de Deus e a humanidade, dentro da qual está inserido, se prestam serviço recíproco, embora a missão da Igreja seja de natureza religiosa e, por isso, mesmo profundamente humana” (Missal Cotidiano)

Salmo: 144 (145),2-3. 4-5. 10-11 (R. (Cf. 1b)
Bendirei o vosso nome pelos séculos, Senhor!

Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.

Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas!

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9,2-13

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.

Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles.

Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observavam esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. Os três discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que antes deve vir Elias?”

Jesus respondeu: “De fato, antes vem Elias, para pôr tudo em ordem. Mas, como dizem as Escrituras, que o Filho do Homem deve sofrer muito e ser rejeitado? Eu, porém, vos digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, exatamente como as Escrituras falaram a respeito dele. - Palavra da Salvação.

Comentários:

A transfiguração nos mostra que Jesus, verdadeiro homem, vive todas as dimensões da existência humana, ou seja, da glória até o sofrimento e a morte. No alto do Monte Tabor, a sua glória torna-se manifesta, porém Jesus está diante de Moisés e Elias, ou seja, diante de todas as profecias que foram feitas em relação a ele, principalmente as que se referem à sua morte e ressurreição. E Jesus nos mostra que a verdadeira realização humana encontra-se em fazer a vontade de Deus, ou seja, amar até o fim. A morte de cruz foi colocada pelos homens como condição para que Jesus amasse até o fim, e Jesus não fugiu do seu compromisso, nos mostrando que é perfeitamente possível cumprir a vontade do Pai até o fim. (CNBB)

A transfiguração é a segunda das três grandes revelações que marcam a luta sofrida mas vitoriosa do reino de Deus na pessoa de Jesus. O batismo fora disto o preâmbulo divino. A paixão e a ressurreição serão o acabamento. Agora é o momento da revelação aos discípulos: em Jesus, Messias sofredor e vitorioso. Deus manifesta sua glória e seu poder de salvação. A transfiguração é uma exortação viva para que escutemos Jesus quando fala dos seus sofrimentos e da sua morte (e quando estes se renovam em cada um de nós e na Igreja), sem deixar de reconhecê-lo como Messias definitivo, como o Servil fiel de Deus. A incompreensão dos discípulos antes da ressurreição continua profunda. A Igreja e os discípulos antes da ressurreição continua profunda. A Igreja e os discípulos são chamados a “encarnar-se” no mundo, a estarem presentes nas suas estruturas, mas somente par transformá-lo, aceitando morrer ao sucesso terreno e a qualquer forma de auto-segurança. Sua vitória aparecerá somente quando, abatidos pela morte, vão ressurgir em um mundo que eles mesmos ajudaram a transformar. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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