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Liturgia Diária Comentada 02/11/2016

Devido problemas com o nosso computador estamos postando a liturgia do site: deusunico.com, ao qual agradecemos.

Ano C – Dia: 02/11/2016 - Cor: Roxo
Quarta Feira da 31a. Semana do Tempo Comum

Leitura da Profecia de Daniel 12,1-3

Eu, Daniel, ouvi a palavra do Senhor: 1 Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no livro. 2 Muitos dos que dormem no pó da terra, despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. 3 Mas os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade.      
                                   
Palavra do Senhor! - Graças à Deus!


Comentário: O tempo da salvação

O autor descortina o futuro, onde o perseguidor será destruído e as forças do mal serão vencidas. Na luta final, intervém Miguel, o anjo que protege o povo escolhido: são as forças celestes unindo-se aos fiéis, que na terra lutam pela causa de Deus. A grande angústia inaugura o tempo da salvação: também os mártires que resistiram até o fim participarão da vitória final através da ressurreição, enquanto os infiéis se perderão definitivamente. É um dos textos mais claros do Antigo Testamento sobre a ressurreição.

Salmo Responsorial  -  Sl 129(130), 1-2.3-4.5-6a.7-8   (R. cf. 1 ou 5)

R. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor.
1 Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, 2 escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece! (R)
3 Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? 4 Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero. (R)
5 No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. 6a A minh´alma espera no Senhor.  (R)
7 Espere Israel pelo Senhor, mais que o vigia pela aurora! Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. 8 Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa. (R)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 2,8-13

Caríssimo, 8 lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho. 9 Por ele eu estou sofrendo até às algemas, como se eu fosse um malfeitor; mas a palavra de Deus não está algemada. 10 Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11 Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. 12 Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negamos, também ele nos negará. 13 Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. 

Palavra do Senhor! - Graças à Deus!

Comentário: A palavra de Deus não está algemada

Timóteo é convidado a viver como testemunha da ressurreição. A seguir, é recordado um hino batismal (vv. 11-13): neste se afirma o compromisso com uma prática que seja coerente com a fé recebida. Verdade digna de ser lembrada, diz Paulo: numa base está a ressurreição de Jesus, a palavra mas nova, a força mais renovadora que entrou no mundo. É um fato que nos interessa pessoalmente: Cristo ressuscitou para nos salvador. Nossos infalíveis sofrimentos e provações foram enxertados em sua morte para sê-lo em sua ressurreição. A vida cristã prende-se a três tempos: a morte já realizada no batismo, os sofrimentos atuais, o reino futuro; sentido dos verbos gregos. O que os liga é nossa “esperança”, que é certeza de espera ativa. Viver como cristãos é reviver a existência pascal de Cristo: o presente une e domina o passado e o futuro, e daí dirá energias para a plena realização. Fora os vãos temores, fora as vãs questões que desgastam a fé e a esperança.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,1-6

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tendes fé em mim também. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3 e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4 E para onde eu vou, vós conheceis o caminho". 5 Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?" 6 Jesus respondeu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim". 

Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!

Comentário: Jesus é o caminho a verdade e a vida

Jesus é o verdadeiro caminho para a vida. Através da encarnação, Deus, doador da vida, se manifesta inteiramente na pessoa e ação de Jesus. A comunidade que segue Jesus não caminha para o fracasso, pois a meta é a vida. Jesus não apresenta apenas uma utopia, mas convida a percorrer um caminho historicamente concreto. Inspirada nos sinais que Jesus realizou, a comunidade criará novos sinais dentro do mundo, abrindo espaços de esperança e vida fraterna. Embora convocasse os discípulos para se empenharem na prática do amor e da justiça, Jesus lhes descortinava, também, um horizonte para além dos limites da História. Ele lhes propunha uma meta a ser alcançada no fim da peregrinação terrena: a casa do Pai, com muitas moradas, espaço de acolhida para todos. As palavras do Mestre visam estimular os discípulos a seguirem em frente, sem se deixarem abater pelas adversidades. Mas, seria injusto considerá-las como incentivo à passividade e à alienação. Elas só têm sentido para o discípulo que se lança à ação. A meta da caminhada dos discípulos é a comunhão plena e eterna com o Pai. Comunhão esta preparada pela morte e ressurreição de Jesus que, desta forma, os precede e lhes promete ter para sempre consigo, na casa paterna. O caminho para se chegar à casa do Pai é o próprio Jesus, que se definiu "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Jesus é o Caminho na medida em que é a Verdade pela qual a Vida é comunicada a quem o escolhe para chegar ao Pai. A casa do Pai é alcançada na medida em que o discípulo pauta seu agir pela Verdade proclamada por seu Mestre. E assim usufrui a Vida cuja plenitude encontra-se no término do Caminho, que é o mesmo Jesus. Importa apenas que o discípulo siga fielmente esse Caminho que é guia seguro para se chegar à casa do Pai. Na última ceia, em Jerusalém, na véspera da Páscoa dos judeus, após lavar os pés dos discípulos e depois da saída de Judas, Jesus lhes dirige um longo discurso de despedida. São palavras de esclarecimento e estímulo sobre vários temas enfocados. Como é próprio do evangelho de João, estas palavras são dirigidas aos discípulos e também às comunidades do evangelista. De início, Jesus exorta os discípulos à fé firme nele e no Pai, que são um. Eles estão perturbados diante do anúncio de separação feito por Jesus, que prediz sua glorificação. No tempo do evangelista João, também suas comunidades estão perturbadas pelas perseguições das sinagogas, sem a presença visível de Jesus. São as palavras de Jesus que os confortam. O "ir" , "voltar" e "levar" não é uma traje-tória entre o céu e a terra. É a trajetória dos discípulos na história, seguindo o "caminho", que é Jesus. Neste caminho se dá o encontro com a vida, que é o lugar preparado por Jesus na casa do Pai. Pelo amor e pela misericórdia vividos nas comunidades e na missão, os discípulos são levados por Jesus à comunhão com o Pai. Jesus deixando-lhes bem clara a sua prática de serviço amoroso, e não de poder e dominação. Jesus pressente seu fim próximo, pois sabia que era jurado de morte pelos chefes religiosos do judaísmo. Dirige, então, sua palavra aos discípulos, confortando-os a fim de que não se perturbem diante do trágico desfecho previsível. No crer em Deus Pai e em seu Filho, Jesus, restabelece-se toda confiança e esperança, movendo os discípulos à ação. Jesus vai preparar um lugar na casa do Pai e voltará para levar seus discípulos. Com o movimento de "ida" e "volta", Jesus exprime dinamismo que une o Pai e os discípulos em Jesus. Na continuidade de sua fala, Jesus dirá aos discípulos: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada". Com sua palavra e com seu testemunho, Jesus é "o caminho, a verdade e a vida". Permanecendo nele se tem a vida plena, em comunhão com o Pai, no Amor.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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