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Uma comunidade de missionários - 5º Domingo Comum “C” Lucas

Para anunciar a Deus, é preciso tê-lo "conhecido". Para conhecer a Deus é necessário que ele se revele". Não podemos atingir a Deus com nossos silogismos, encerrá-lo em nossos raciocínios. A revelação de Deus é ato soberanamente livre, é iniciativa sua, totalmente gratuita. O homem não tem poder sobre Deus. Ora, o profeta não anuncia uma doutrina abstrata, meramente humana, mas o Deus vivo; ele só é profeta se Deus se lhe revela, se o chama, se o envia. Revelação, vocação e missão estão estreitamente unidas.

Revelação, chamado para uma missão


As três leituras para este domingo propõem um idêntico conceito de vocação. Isaías viu a glória de Deus antes de ser enviado em missão; os apóstolos tiveram que ver o corpo do Cristo ressuscitado antes de percorrer o mundo. Os doze, impressionados com a pesca milagrosa, abandonaram as redes para se tornarem pescadores de homens. A vocação de Isaías é realmente típica. Deus se revela como o "Santo", isto é, o totalmente diferente. Diante dele, o homem toma consciência de ser pecador. (Também Pedro diante da revelação de Jesus na pesca milagrosa, diz ao Cristo: "Afasta-te de mim que sou pecador”, Lc5,8).

Ouve o "chamado" a anunciar a todos os homens a santidade de Deus e vê a sua glória universal. Mas isto quer dizer pregar-lhes a conversão para conformar-se à santidade de Deus e ao seu desígnio universalista.

Deus se revela, chama e envia em Cristo

No Novo Testamento também é Deus que se revela e que chama, mas esse chamado divino se efetua nos chamados repetidos que Jesus de Nazaré dirige aos homens durante sua vida terrena (evangelho) e depois de ressuscitado (2ª leitura). Nos lábios de Jesus, o chamado assume o verdadeiro significado. Jesus chama para que o sigam. É ele o iniciador do Reino. É nele que os homens atingem a condição de filhos e são libertados do pecado. Nele os homens se tornam colaboradores de Deus na obra da salvação. Em torno dele, como pedra angular, organiza-se o êxito da aventura humana. Por isso, mais do que nunca o chamado divino está ligado a uma missão. Mas toda missão confiada por Deus está unida à missão pessoal de Jesus e só nessa encontra seu verdadeiro sentido. Desde o princípio as comunidades cristãs se chamaram igrejas". O termo grego ekklesia quer dizer "reunião, assembleia", pessoas convocadas, chamadas.

Segundo Paulo, os discípulos do Senhor devem estar convictos de terem sido chamados por Deus em Jesus Cristo. Chamados para um serviço, uma tarefa a desempenhar na edificação do Reino; e é o reconhecimento, da parte da assembleia, que constitui o critério privilegiado para o discernimento deste chamado. As funções são diversas, mas "quem" chama e o fim para o qual chama é único. Entre o chamado de Deus e a missão está a livre resposta do homem. O chamado é uma livre proposta de Deus feita a homem livre.

A revelação, o "chamado" e a missão não são, na Igreja, privilégio de alguns, mas um dom feito a todos. Assim, a "missão" não se dirige só a alguns homens, mas a todos.

Missão como libertação total


A humanidade se encontra à beira de um abismo; basta muito pouco para nele precipitar-se, tal é o seu egoísmo e seu gosto de poder. Hoje, ser pescador de homens significa participar de todos os empreendimentos que querem livrar o homem dessa perdição e que concorrem para arrancar a humanidade do perigo que a ameaça, através de maior igualdade, paz mais estável, mais ampla possibilidade de promoção para os pequenos. Uma Igreja jamais poderá fazer crer na sua vocação de "pescar homens" se seus membros estiverem fora desses movimentos de salvação, ou se se contentarem em intervir ao amanhecer, sem se cansarem a noite toda junto com os outros homens. A Igreja só pode revelar o amor de Deus partilhando este amor com os homens.

Neste contexto se revela mais claro o sentido da missão que o evangelho manifesta com a expressão "pescadores de homens”.

O judeu considerava muitas vezes a água do mar como a habitação das forças opostas a Deus; pescar homens queria também dizer libertá-los do mal. Para Lucas, a Igreja é a instituição encarregada de salvar a humanidade do naufrágio que a ameaça.

·       Primeira Leitura: Is 6,1-2a.3-8
·       Salmo: 137,1-2a.2bc.4-5.7c-8 (R. 1c.2a)
·       Segunda Leitura: Cor 15,1-11
·       Evangelho: Lc 5,1-11

Fonte: Missal Dominical (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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