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Cristo que vence a morte é a salvação - 10º Domingo Comum “C” Lucas

Cristo que vence a morte é a salvação

O Cristo mediador perfeito de salvação é o Cristo vencedor da morte. Para Lucas, a ressurreição do jovem de Naim (evangelho) é sinal da chegada dos tempos messiânicos. Com esta finalidade constrói sua narrativa calcada sobre o milagre de Elias (1ª leitura), mostrando, por uma série de particularidades, a infinita superioridade de Jesus.


A reanimação do filho da viúva é um sinal

Quando, no versículo 22 do mesmo capítulo, Jesus disser, para definir a sua identidade: "os mortos ressuscitam", enunciará um fato já acontecido. Esta esperança messiânica se baseava em Is 61,1; 55,5-6; 26,19. Neste contexto, o judaísmo previa, para o fim dos tempos e a inauguração da era messiânica, em que o Messias teria curado todos os sofrimentos e deficiências humanas, uma ressurreição geral dos filhos de Israel mortos anteriormente, e esperava que Elias voltasse a terra para presidir a inauguração desses tempos. Mas o milagre que Jesus faz, embora revele o domínio sobre a morte, não é só um sinal, enquanto a reanimação de um cadáver é apenas uma vitória momentânea; não é definitiva. A libertação total da morte e de todo mal e, portanto, a "salvação definitiva da vida" é só a "ressurreição de Jesus". A ressurreição de Jesus não é a reanimação do corpo, mas uma "animação" nova, gloriosa, diferente daquela da encarnação. É a entrada de Cristo numa condição de existência. A ressurreição de Jesus é o ato divino por meio do qual Deus nos salva hoje e a humanidade inteira na nossa existência humana. A salvação não está, pois, no homem como tal ou na humanidade inteira, nem no seu desenvolvimento progressivo, ainda que prolongado ao infinito.

É necessária uma "passagem", uma intervenção divina absolutamente nova; a passagem do homem em Deus, isto é, a páscoa do Cristo, que Deus mesmo realiza no seu Filho feito homem.

Uma passagem do homem em Deus, que inclui o homem todo, corpo e espírito, história e universo. Lucas, iluminando de luz pascal a narrativa do milagre, diz: "O Senhor teve compaixão dela".

Cristo ressuscitado, salvação do homem

Ora, Jesus é "Senhor" enquanto ressuscitado. Isto significa que Jesus só se revelou plenamente Deus e plenamente homem na ressurreição. A ressurreição, fazendo o Cristo penetrar totalmente no mundo do Pai, aboliu para sempre os limites impostos quando assumiu o peso da existência humana marcada pelo pecado, e assim retirou os véus que impediam de ver a sua "glória". Além disso, com a sua morte-ressurreição se completou a encarnação; a dimensão humana de Jesus é agora total, e assim a tradução do Filho em termos humanos chegou à sua perfeição, isto é, o Filho se tornou plenamente homem e o homem se tornou plenamente Filho.

Crer na ressurreição significa, então, crer também que a filiação divinizante e a libertação do pecado já são uma realidade, são Jesus Ressuscitado, que leva todo homem que se abandona sinceramente a ele, à plena comunhão filial-trinitária com o Pai.

Este é também o evangelho de Paulo. Ele anuncia o que "viu", Cristo ressuscitado. A experiência do Ressuscitado está na raiz da sua vocação, em sua missão (2ª leitura).

Em Cristo, o futuro já é presente

Hoje ainda é válida a interrogação: Cristo é apenas o precursor de um reino futuro, o arauto de uma ética ainda a definir, ou já é o reino, em sua pessoa?

Os primeiros cristãos resistiram à tentação de reduzir Jesus ao papel de um novo Elias e transferiram esse paralelo para João Batista. Nós também, hoje, não devemos aceitar que Jesus seja reduzido a simples precursor de uma humanidade renovada; ele já é essa humanidade. Nele o futuro já é presente. Contemplando o mundo, esse teatro imenso onde se desenrola a ação maravilhosa do homem, temos alternadamente a sensação de um gigantesco e assustador vazio, ou de uma realidade absoluta e consoladora. Depende de como o encaramos; se olhamos com os olhos da fé na ressurreição, isto é, da fé em que o mundo e a história estão salvos para sempre do esvaziamento do não ser, permanecemos confiantes porque a nossa história é, no tempo, a história da morte e ressurreição de Jesus.

A humanidade tem diante de si não o nada sem fim, mas a vida em plenitude sem fim. Cristo ressuscitado é o futuro do homem.

·       Primeira Leitura: Primeiro Livro dos Reis 17,17-24
·       Salmo: 29(30),2.4.5-6.11.12a.13b (R.2a.4b)
·       Segunda Leitura: Carta de São Paulo aos Gálatas 1,11-19
·       Evangelho: Lucas 7,11-17

Fonte: Missal Dominical (Paulus)
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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