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Liturgia Diária Comentada 12/02/2017 Domingo

6ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio dos domingos comuns - Ofício dominical comum
Glória e Creio - Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 30,3-4 Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais.

Oração do Dia: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Livro do Eclesiástico 15,16-21 (Gr.15-20)

Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. Diante de ti ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. Não mandou a ninguém agir como ímpio a ninguém deu licença de pecar. - Palavra do Senhor.

Comentando a Liturgia: A lei é a sabedoria. “Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus.... Sabedoria escondida que desde a eternidade Deus a destinou para nossa glória” (1Cor 2,6-7). A revelação de Deus para nós não é uma comunicação de verdades, mas participação de sua Sabedoria. Sem ela não entendemos a novidade de Jesus e continuamos repetindo os mesmos erros do passado. Jesus tem a autoridade para levar a lei à perfeição, purificá-la e instaurar a sabedoria de Deus. A nova lei é a sabedoria de Deus em nosso meio. Nossa sabedoria é viver o mandamento no íntimo do coração. O pecado não é solução para nosso coração. O livro do Eclesiástico ensina que Deus não mandou ninguém agir como o ímpio e a ninguém deu licença para pecar (Eclo 15,20). Há pessoas que se fazem donos da verdade e criam costumes que obscurecem a sabedoria de Jesus. Não podemos ficar às margens e nas práticas sem fundamento. Podem ser ótimas suas ideias, mas primeiro vem o mandamento de Deus. O pecado não se justifica em nenhuma hipótese. É sempre prejudicial ao ser humano. É o que vemos pelo mundo. O fruto do pecado destrói nações inteiras. (Pe. Luiz Carlos de Oliveira/Redentorista)

Salmo: 118,1-2.4-5.17-18.33-34 (R.1)
Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

Feliz o homem sem pecado em seu caminho que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos e de todo coração procura a Deus!

Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá, seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei!

Sede bom com vosso servo e viverei e guardarei vossa palavra, ó Senhor. Abri meus olhos e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei.

Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei e de todo coração a guardarei.

Segunda Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 2, 6-10

Irmãos: Entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que desde a eternidade Deus destinou para nossa glória. Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu”. A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. - Palavra do Senhor.

Comentando a Liturgia: “A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus” (1Cor 2,10). Recebemos a sabedoria de Deus pelo Espírito que nos foi dado. Os que vivem esta sabedoria podem perceber “o que Deus preparou para os que O amam, é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu” (1Cor 2,9). Recebemos o convite para purificar nossa fé de tudo aquilo que fere a beleza do mandamento e a nova lei de Jesus. Por isso, em cada Eucaristia, ouvimos a Palavra que nos instrui na sabedoria. Rezamos: “Feliz o homem sem pecado, que na lei de Deus vai progredindo. Feliz o homem que observa seus preceitos e de todo o coração procura a Deus” (Sl 118). (Pe. Luiz Carlos de Oliveira/Redentorista)

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,17-37

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.

Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal'. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: 'patife!' será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de 'tolo' será condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta aí diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade eu te digo: daí não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

Ouvistes o que foi dito: 'Não cometerás adultério'. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno.

Foi dito também: 'Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio'. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério.

Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso 'sim': 'Sim', e o vosso 'não': 'Não'. Tudo o que for além disso vem do Maligno. - Palavra da Salvação.

Comentários:

A diferença que fez Jesus não foi revogar a Lei, mas levá-la à plena realização. Jesus não era contra a Lei de Deus, mas contra as interpretações que dela faziam. Ensina que a nova justiça aprofunda o sentido dos mandamentos. Há um desenvolvimento do conhecimento da Palavra de Deus. Jesus ensina, pois ele é a Sabedoria do Pai. As propostas de Jesus propõem que façamos uma opção. É um caminho novo que exige totalidade em nossa resposta. Não basta seguir os mandamentos na letra, é preciso ir ao espírito e a seu sentido mais profundo dado por Jesus. No que se refere ao quinto mandamento, não matarás, afirma o respeito à vida física, mas também o amor ao próximo. A palavra pode ferir e matar. Pelo próximo, deve-se até interromper o sacrifício iniciado para ir se reconciliar (Mt 5,23-24); deve-se ceder ao inimigo para evitar que aumente o espiral da violência (25). O adultério não é só uma atitude exterior, mas vai ao coração. Está unido à fidelidade de Deus. Quanto ao juramento: Todo aquele que mente, fere a verdade de Deus. Toda mentira é do maligno. A fidelidade à verdade não precisa de documentos. Basta o sim, sim; o não, não. Notamos que Jesus interpreta o mandamento no fundo do coração. O amor ao próximo deve ser total. Vai à coerência do coração. Corremos o risco de dar mais valor às interpretações do que à Lei Nova de Jesus que se funda na misericórdia e na caridade. Batemos o pé em coisas secundárias, quando o importante ensinado por Jesus, é deixado de lado. (Pe. Luiz Carlos de Oliveira/Redentorista)

O elenco de antíteses, proclamadas por Jesus, tem um caráter polêmico, a começar pela introdução: "Vocês ouviram o que foi dito (por Deus) aos antigos". Ele se referia aos pais do povo hebreu mormente os que haviam recebido a Lei no Sinai e fizeram a primeira tentativa de explicá-la para o povo. Por conseguinte, Jesus não se referia aos rabinos de seu tempo e sim a quem recebera de Deus o encargo de transmitir sua Lei ao povo. Este era o ensinamento questionado por Jesus. Ensinamento de origem divina, cuja autoridade era inquestionável. A ousadia do Mestre era patente! A este ensinamento venerável e tradicional, Jesus pretendia contrapor outro mais radical, também em conformidade com o querer divino. E não algo puramente humano, sem transcendência. O ensinamento saído de sua boca, diferentemente daquele dos mestres antigos, estava em perfeita sintonia com Deus. Jesus não se colocou na contramão do Deus do Antigo Testamento. Tendo-lhe sido dado todo poder, no Céu e na Terra, estava suficientemente autorizado para penetrar no âmago dos mandamentos do Decálogo e extrair um sentido muito mais radical do que até então se lhe atribuía. Seu ensinamento superava a materialidade da letra dos mandamentos, revelando o espírito neles subjacente. Neste nível profundo, Jesus revelava também o verdadeiro projeto de Deus para a humanidade. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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