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Evangelho Comentado do Dia 03/02/2017 sexta-feira

4ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 105,47 - Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor.

Oração do Dia: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Carta aos Hebreus 13,1-8

Irmãos, perseverai no amor fraterno. Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. De modo que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade. - Palavra do Senhor.

Comentário: Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre! Esta afirmação convida à firmeza na fé, à compreensão do plano de Deus e a sermos disto testemunhas luminosas para os homens. “A Igreja crê que Cristo, morto e ressuscitado por todos, dá sempre ao homem, mediante o seu Espírito, luz e força para responder à sua vocação suprema; e nem foi dado na terra outro nome aos homens pelo qual possam ser salvos. Crê igualmente encontrar em seu Senhor e Mestre a chave, o centro e o fim de toda a história humana. Além disto a Igreja afirma que, apesar de todas as mudanças, há muitas coisas que não mudam; ontem, hoje e nos séculos. Assim à luz de Cristo, imagem do Deus invisível, primogênito de todas as criaturas, o Concílio pretende dirigir-se a todos, para esclarecer o mistério do homem e para cooperar na busca de uma solução para os principais problemas do nosso tempo” (GS 10) (Missal Cotidiano)

Salmo: 26, 1. 3. 5. 8b-9abc (R. 1a)
O Senhor é minha luz e salvação!

O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a Proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.

Pois um abrigo me dará sob o seu teto nos dias da desgraça; no interior de sua tenda há de esconder-me e proteger-me sobre a rocha.

Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face! Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 6,14-29

Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”.

Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia.

Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia.

A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”.

O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. - Palavra da Salvação.

Comentários:

Todas as pessoas que participam da missão de Jesus, participam também do seu tríplice múnus: sacerdotal, profético e real. Participam do sacerdócio de Cristo através da busca da santificação pessoal e comunitária, da oração, da intercessão, etc. Participa do múnus profético através da palavra que denuncia o pecado e anuncia o Reino e participa do múnus régio pelo serviço aos irmãos e irmãs. A participação no múnus profético exige compromisso com a verdade e os valores morais, que atrai a ira de todos os que são contrários à proposta de Jesus, e, como no caso de João Batista, acarreta em ódio, vingança, perseguição e pode até levar à morte. (CNBB)

O relato do destino trágico de João Batista serve de lição para os discípulos de Jesus, no exercício da missão. A liberdade, que o Precursor demonstrou, deverá ser imitada por quem está a serviço do Reino, e se defronta com tiranos e prepotentes, que intimidam e querem calar quem lhes denuncia as mazelas. Prevalecendo-se de sua condição, Herodes seduziu a mulher do irmão para se casar com ela. João Batista não teve medo de enfrentá-lo, e dizer-lhe não ser permitido conservar como esposa, quem não lhe pertencia. Sua condição real não lhe dava o direito de praticar tamanha arbitrariedade. O profeta João sabia exatamente com quem estava falando. Ele um "zé ninguém", questionando uma autoridade estabelecida pelo imperador, com direitos quase absolutos sobre os cidadãos. Por isso, não lhe parecia errado atropelar o direito sagrado de seu irmão, de ter uma esposa. Por outro lado, todos conheciam muito bem o espírito violento da família de Herodes. Mesmo assim, João não hesitou em denunciá-lo publicamente. Quiçá não contasse com a ira de Herodíades, atingida também pela denúncia. Foi ela quem instigou Herodes a consumar sua maldade: decapitar a quem mandara lançar na prisão, por ter-lhe lançado em rosto o seu pecado. O testemunho de João Batista inspira a quem se tornou discípulo da verdade. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Uma pessoa sem Deus, por mais que pense ter, não tem nada. Digo isso baseado na fraqueza avassaladora de Herodes, analise: um rei poderoso, que tinha a seus pés todas as pessoas, possuidor de uma grande riqueza material, e o que notamos pelo relato de Marcos é que ele estava desesperado com medo de um coitado, “João Batista”. (“Esse João que mandei decapitar, é ele que ressuscitou” v.16b), se você observou, ele não estava com medo de Jesus, releia o texto e verá que cita até o profeta Elias, mas o temor concentrava-se na pessoa de João. Volto a dizer: “uma pessoa sem Deus, teme até brisa leve”. Mas não vamos nos deter só a Herodes, pois aqui podemos ver a desgraça que é uma família desestruturada. Herodíades larga seu marido Herodes Felipe para casar com Herodes Antipas (diga-se de passagem, seu cunhado), alguém entendeu o que foi que fez Herodíades, trocou seis por meia dúzia, se ambos os maridos eram ricos e poderosos, em que ela saiu ganhando. E aqui chegamos ao ápice da loucura que alguém que se deixa governar pelo demônio pode chegar, envolver a própria filha em uma trama satânica para livra-se do portador da verdade (já deu para notar que a verdade dói e incomoda). Salomé infelizmente não fica de fora dessa roleta composta por loucos e fracos, diante da proposta de poder ter nas mãos a metade de um reino, cede aos caprichos de uma lunática e pede a cabeça do Batista. Em suma, viver em situação de pecado nos afasta das graças de Deus, se viver com as graças já é difícil, imagine sem elas. (Ricardo Feitosa)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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