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Jesus, luz do mundo - Reflexão 3º Domingo Comum “A” - São Mateus

Jesus, luz do mundo

A luz é uma das necessidades primordiais do homem. Não é apenas um elemento necessário à vida, mas como que a imagem da própria vida. Isso influiu profundamente na linguagem, para a qual "ver a luz", "virá luz" significa nascer; "ver a luz do sol" é sinônimo de viver... Ao contrário, quando um homem morre, diz-se que se apagou', que "fechou os olhos à luz"... A Bíblia usa esta palavra como símbolo da salvação. O salmo responsorial põe a luz em estreita relação com a salvação. "O Senhor é minha luz e minha salvação”. 

"Deus é luz e nele não há trevas" (1Jo 1,5). "Habita uma luz inacessível" (1Tm 6,16). Em Jesus, a luz de Deus vem brilhar sobre a terra: "Veio ao mundo a luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1,9). "Eu como luz vim ao mundo, para que todo o que crê em mim não permaneça nas trevas" (Jo 12,46).

Passar das trevas à luz

Arrancado às trevas do pecado e imerso na luz de Cristo, através do batismo, o cristão deve fazer as obras da luz: "Se outrora éreis treva, agora sois luz no Senhor. Comportai-vos, pois, como filhos da luz" (Ef 5,8). A passagem das trevas à luz é a conversão, a entrada no reino de Deus (evangelho). Sabemos o que quer dizer converter-se e fazer penitência. Indica mudança radical da nossa vida, uma inversão na escala dos valores que o mundo propõe e das nossas preocupações cotidianas, que não são certamente os que o evangelho propõe no sermão da montanha. O reino de Deus está presente ou desaparece, aproxima-se ou se distancia, conforme a nossa vontade de conversão. Esta, por seu lado, jamais se pode considerar completa de uma vez para sempre, mas é uma tensão cotidiana, assim como a fidelidade não é algo que se adquire no momento da promessa, mas uma realidade a viver cada minuto. Por outro lado, o cristão, mesmo depois do batismo, nunca é pura luz, é um misto de luz e trevas; por isso, sua vida é luta. Mas Cristo o reveste das armas da luz (Ef 6,11-17). Assim, o cristão está seguro de que depois de ter "participado na terra da sorte dos santos na luz" (Cl 1,12) "brilhará como o sol no temo do Pai" (Mt 13,43) e "na sua luz verá a luz" (cf SI 35,10). João Batista e Cristo resumem sua pregação no convite à conversão: "Convertei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (evangelho). Os judeus, que ouviam este anúncio, formulavam muitas vezes objeções: Nós somos filhos de Abraão, vivemos na segurança de um povo escolhido por Deus, temos as instituições religiosas que nos garantem a possibilidade de observar a Lei. Não temos necessidade de converter-nos (cf Mt 3,9s).

Evangelização é luz

Esta é, muitas vezes inconscientemente, a atitude de grande número de cristãos, para os quais a palavra conversão parece estranha, distante, aplicável somente a quem "vive nas trevas do erro e do pecado"... A evangelização cristã começa em Cafarnaum com o anúncio de Jesus: "Convertei-vos". Este anúncio deve ressoar continuamente também em nossas comunidades tradicionais (paróquias e dioceses). Hoje estamos redescobrindo a necessidade de uma volta a evangelização. Nossa pastoral do passado considerava-a como consumada, e se limitava quase exclusivamente à catequese. Agora percebemos que isto não é mais suficiente.

Conversão é luz

Como Cristo, também a Igreja deve, hoje como sempre, empenhar-se em libertar o homem do pecado, pois o anúncio da conversão é o fim primário que justifica sua própria existência. Nela deve manifestar-se constante­mente a liberdade do Espírito no serviço recíproco, no reconhecimento e na coordenação dos dons que Deus faz a cada um dos fiéis, e assim deveria ser, diante do mundo, o sinal visível do reino de Deus na terra. Por isto, a Igreja como instituição também é continuamente interpelada e julgada pela palavra de Deus. Também ela está em estado de conversão permanente. O cristão que, "movido pelo Espírito, está atento e dócil à palavra de Deus, segue um itinerário de conversão para ele... que pode comportar, ao mesmo tempo, a alegria do encontro e a contínua exigência de ulterior busca; o arrependimento pela infidelidade e a coragem de recomeçar; a paz da descoberta e a ânsia de novos conhecimentos; a certeza da verdade e a constante necessidade de nova luz". (RdC 17b)

·        Primeira Leitura: Livro do Profeta Isaías 8,23b-9,3
·        Salmo: 26,1.4.13-14 (R.1a.1c)
·        Segunda Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 1,10-13.17
·        Evangelho: de Jesus Cristo segundo Mateus 4,12-23

Fonte: Missal Dominical (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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