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Evangelho Comentado do Dia 16/01/2017 segunda-feira

2ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 65,4 - Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo!

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Carta aos Hebreus 5,1-10

Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo, como pelos seus próprios.


Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão. Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec”.

Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. De fato, ele foi por Deus proclamado sumo sacerdote na ordem de Melquisedec. - Palavra do Senhor.

Comentário: A consideração do sacerdócio de Cristo nos leva a refletir sobre o sacerdócio católico. A atenção aos problemas do mundo em que vivemos, a exigência de engajamento na vida social e política, a alegria do que é “sagrado” desviaram a atenção daquilo que constitui a substância do  sacerdócio, segundo o modelo que a Escritura nos apresenta em Cristo. Daí as características essenciais de todo sacerdote: deve ser verdadeiro homem, que vive em plenitude a sua vida de homem, que colabora com os outros na construção de um mundo cada vez mais digno dos homens; deve ser escolhido por Deus para um dever específico, não tanto para uma dignidade quanto para um ministério; deve estar pronto a dar-se ao serviço para que foi escolhido, como Cristo. Cada cristão, consciente da grandeza da função a que são chamados os sacerdotes, e também de sua fraqueza e pobreza como homens que são, sentir-se-á solidário com eles na comum vocação cristã e na construção da comunidade da nova aliança. (Missal Cotidiano)

Salmo: 109,1. 2. 3. 4 (R. 4bc)
Tu és eternamente sacerdote segundo a ordem do rei Melquisedec!

Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”

O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos.

Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”

Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!”

Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 2,18-22

Naquele tempo, os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”

Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.

Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. - Palavra da Salvação.

Comentários:

Em todas as épocas, as pessoas sempre valorizaram as práticas religiosas, e, entre essas práticas, o jejum. Na época de Jesus, não era diferente. Por isso, os fariseus procuram Jesus e o questionam sobre a prática do jejum por parte dele e dos seus discípulos. Jesus nos mostra que as práticas religiosas só têm sentido enquanto são manifestações do relacionamento que temos com Deus, e que o Novo Testamento apresenta essa grande novidade em relação ao Antigo. Assim, percebemos que Jesus veio nos trazer algo realmente novo, e não apenas colocar rótulos novos nas coisas velhas que já existiam antes da sua vinda ao mundo. (CNBB)

A intransigência dos fariseus, quanto à prática do jejum, foi firmemente rejeitada por Jesus. Para darem prova de piedade, certos fariseus e certos discípulos de João Batista exageravam na prática de jejuns não obrigatórios. E se admiravam por que os discípulos de Jesus não faziam o mesmo. O jejum tem uma forte conotação de penitência, de recolhimento e de interiorização. Em torno desta prática, cria-se um clima especial que ajuda o jejum a atingir seu objetivo: levar a pessoa a se tornar senhora de si mesma, dominar seus instintos e suas paixões. Embora desejando que os discípulos tivessem autocontrole, Jesus preferia que, em torno dele, houvesse um clima festivo de alegria. Daí ter falado de sua presença no meio deles servindo-se da metáfora da festa de casamento. Era assim que a piedade popular entendia os tempos messiânicos. Os ditados a respeito de vestidos e vinhos novos e velhos também se situam neste ambiente de festa. A presença do Messias Jesus deveria levar o discípulo a superar toda tristeza. Com o Mestre, renascia a esperança, pois a boa-nova do Reino descortinava um horizonte novo. Por conseguinte, seria insensato ficar multiplicando jejuns e penitências, quando era tempo de empenhar-se, festivamente, na vivência do amor e da fraternidade. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Os judeus só jejuavam uma vez no ano no “Dia da Expiação”, já os fariseus cumpriam esse ritual três vezes por semana alegando ser um gesto de piedade, mas que piedade seria essa que marginalizava o irmão, que nega a participação no banquete celestial. O jejum por via de regra estava ligado ao luto ou arrependimento, sendo assim seria incoerente essa pratica já que o momento era de festa (a chegada da Boa Nova), como se mortificar na presença de Jesus (o noivo). Mais uma vez vem a afirmação de que para fazer parte do novo tempo não adianta maquiar a aparência (remendo novo), é preciso uma completa transformação uma mudança radical (odres novos). (Ricardo Feitosa)

SANTO DO DIA:

Papa Marcelo I - Santo e Mártir

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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