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Liturgia Diária Comentada 25/09/2016 Domingo

26ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio dos domingos comuns - Ofício dominical
Glória e Credo Cor: Verde - Ano “C” Lucas


Antífona: Daniel 3,31.29-30.43.42 Senhor, tudo o que fizestes conosco, com razão o fizestes, pois pecamos contra vós e não obedecemos aos vossos mandamentos. Mas honrai o vosso nome, tratando-nos segundo vossa misericórdia.

Oração do Dia: Ó Deus, que mostrai vosso poder, sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai sempre em nós a vossa graça, para que, caminhando ao encontro das vossas promessas, alcancemos os bens que nos reservais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!


Primeira Leitura: Profecia de Amós 6,1a.4-7

Assim diz o Senhor todo-poderoso: Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria. Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José. Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito. - Palavra do Senhor.

Comentário: Mais uma vez (como no domingo passado) Amós, mestre da ironia profética (veja as “vacas de Basã”, Am 4,1), critica a “sociedade de consumo” de Samaria e de Jerusalém (Sião). Os ricos, especialmente os da corte real, aproveitam a vida sem se importar com a “casa de José”, ou seja, com a ruína do povo. A “casa de José” são as tribos de Efraim e Manassés, filhos de José do Egito, que constituíram o reino do Norte (Samaria). José, porém, distribuía alimentos ao povo, enquanto os donos de Samaria tiravam o pão do povo. Por isso, essa elite tem que ir ao cativeiro, para aprender o que é a justiça e o direito. Na leitura da semana passada, Amós revelava a ambiguidade dos ricos comerciantes da Samaria. Hoje, censura-lhes a irresponsabilidade. Denuncia o luxo e a luxúria das classes dominantes. Evoca ironicamente a gloriosa história antiga: os ricos, porque têm uma cítara para tocar, acham que são cantores como Davi… enquanto o povo é ameaçado pela catástrofe da injustiça social e da invasão assíria. Por isso, esses ricaços sairão ao exílio na frente dos deportados… (Pe. Johan Konings, sj)

Salmo: 145,7.8-9a.9bc-10 (R.1)
Bendize, minh' alma, bendize ao Senhor!

O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Ele ampara a viúva e o órfão, mas confunde o caminho dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!

Segunda Leitura: 1ª Carta de São Paulo a Timóteo 6,11-16

Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.

Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém. - Palavra do Senhor.

Comentário: A 2ª leitura de hoje não participa da temática principal da 1ª leitura e do evangelho, mas completa-a, no sentido de apresentar o contrário da dureza e avareza. Imediatamente antes do trecho de hoje, a primeira Carta a Timóteo fala da avareza, que chega a abalar a fé (6,10). Também os ministros da Igreja devem cuidar-se dela. Depois, positivamente, exorta Timóteo a cultivar as boas virtudes (6,11-12), a ser fiel à profissão da fé (6,12.13), confiada a ele por Cristo, até sua volta (6,14.15-16). A Igreja está no tempo do crescimento; deve conservar o que lhe é confiado. O testemunho de Cristo neste mundo não é nada pacífico. É uma luta: o bom combate. Importa travar esta luta – como o fez Paulo – até o fim, para que vivamos para sempre com aquele que possui o fim da História. (Poder-se-iam acrescentar à leitura os versículos que seguem, 1Tm 6,17-19, e que são uma lição do que o cristão deve fazer com seus bens.) (Pe. Johan Konings, sj)

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16,19-31

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu:

‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males.

Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”. - Palavra da Salvação.

Comentários:

A insensibilidade pelo sofrimento do pobre é também o tema da leitura evangélica deste domingo, a parábola do ricaço e do pobre Lázaro, Lc 16,19-31. Nesta parábola, própria de Lucas, o narrador acentua o perigo da riqueza. Mostra a insensibilidade de quem vendeu sua alma em troca de riqueza – quem é tão pobre que só possui dinheiro! A descrição do pobre e de sua contrapartida, o ricaço, é extremamente viva. As sobras da mesa do rico não vão para o pobre, mas para o cachorro. Parece que é hoje. Significativo é que Lázaro tem nome, e seu nome quer dizer: Deus ajuda. O rico não tem nome, é ignominioso. Quando então sobrevém a morte, igual para ambos, o quadro se inverte. Lázaro vai para “o seio de Abraão” (é acolhido por Abraão no lugar de honra do banquete, podendo reclinar-se sobre seu lado). O rico, entretanto, vai para o xeol, a região dos mortos, onde passa por tormentos. Há entre os dois um abismo intransponível, de modo que Lázaro não poderia nem dar ao ricaço um pouco de água na ponta do dedo para aliviar-lhe o calor infernal. Na realidade, esse abismo já existia antes da morte – o abismo entre ricos e pobres –, mas com a morte tornou-se intransponível, definitivo. Então, o rico pede que Lázaro possa avisar seus irmãos, que vivem do mesmo jeito como ele viveu. Mas Abraão responde: “Eles têm Moisés e os profetas. Nem mesmo se alguém ressuscitasse dos mortos, não acreditariam nele”: alusão a Cristo. Dureza, isolamento, incredulidade: eis as consequências do viver para o dinheiro. Podemos verificar esse diagnóstico em redor de nós, cada dia, e, provavelmente, também em nós mesmos. A pessoa só tem um coração; se o coração se afeiçoa ao dinheiro, fecha-se ao irmão. Os ricos são infelizes porque se rodeiam de bens como de uma fortaleza. É a impressão que suscitam hoje os condomínios fechados. São “incomunicáveis”. As pessoas vivem defendendo-se a si e a suas riquezas. Os pobres não têm nada a perder. Por isso, “as mãos mais pobres são as que mais se abrem para tudo dar”. Em nosso mundo de competição, a riqueza transforma as pessoas em concorrentes. A riqueza é vista não como “gerência” daquilo que deve servir para todos, mas como conquista e expressão de status. Tal atitude marca a riqueza financeira (capitalização sem distribuição), a riqueza cultural (saber não para servir, mas para sobrepujar) e a riqueza afetiva (possessividade, sem verdadeira comunhão). Considera-se a riqueza recebida como posse em vez de “economia” (palavra grega que significa: gerência da casa). Não se imagina o tamanho deste mal numa sociedade que proclamou o lucro e a competição como seus dinamismos fundamentais. Até a afetividade transforma-se em posse. As pessoas não se sentem satisfeitas enquanto não possuem o objeto de seu desejo, e, quando o possuem, não sabem o que fazer com ele, passando a desejar outro… Não sabem entrar em comunhão. Assim, a parábola de hoje é um comentário do “ai de vós, ricos” (Lc 6,24). (Pe. Johan Konings, sj)

A parábola do rico e do pobre Lázaro comporta um apelo à conversão, especialmente dirigido a quem está tão preocupado com os prazeres desta vida, a ponto de se tornar insensível às carências de seus semelhantes, mormente, os mais pobres. A primeira cena exibe o rico, cujo nome é omitido, gozando os prazeres da vida, vestindo roupas caras e banqueteando-se esplendidamente. À sua porta, jaz um mendigo doente, de nome Lázaro, que significa "Deus ajuda", coberto de feridas. Nada lhe chega da mesa do rico que possa saciar-lhe a fome. Suas chagas são lambidas por cães vagabundos, os quais Lázaro não tem força para afastar. A morte, porém, inverte as posições. Lázaro recebe a ajuda de Deus, por quem é acolhido. O rico, porém, é brindado com um destino de tormentos indizíveis, no inferno. Só, então, dá-se conta do quanto fora insensato, despreocupando-se com a própria salvação. Era tarde demais! O rico havia desperdiçado o tempo posto à sua disposição, escolhendo um modo de vida egoísta e folgazão. Caminho igualmente escolhido por seus cinco irmãos. Também eles recusavam-se a dar ouvido às Escrituras. Nem mesmo um milagre espetacular, como a ressurreição de um morto, seria suficiente para chamá-los à sensatez. Logo, estavam escolhendo a mesma sorte do irmão defunto, se não se convertessem imediatamente. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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