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Evangelho Comentado do Dia 21/09/2016 quarta-feira São Mateus


Primeira Leitura: Carta de São Paulo aos Efésios 4,1-7.11-13

Irmãos, eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres.

Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. - Palavra do Senhor.


Comentário: O importante tema da unidade é aqui sublinhado por Paulo através da humildade, mansidão, generosidade e, sobretudo, da caridade, que fomentam a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Esta unidade não exclui a pluralidade e diversidade de funções e também de opiniões. No vasto campo do opinável também o cristão é livre para indagar e propor soluções diferentes. A unidade na fé e na Igreja não impõe nivelamento de opiniões e expressões, porém vivificada pelo espírito de caridade, é sempre respeitosa das ideias e expressões dos que não pensam ou agem como nós. O que deve estar no coração de todo cristão é a unidade em Cristo, que faça de todos nós "um só corpo, um só Espírito", porque "Deus é Pai de todos...". De uma religiosidade individualista somos chamados a nos converter a uma religiosidade eclesial, comunitária.”  (Missal Cotidiano)

Salmo: 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a)
Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia!

Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz!

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13

Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Ele se levantou e seguiu a Jesus. Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:

"Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?"

Jesus ouviu a pergunta e respondeu: "Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício'. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores" - Palavra da Salvação.

Comentários:

Todos nós vivemos afirmando que Jesus é misericordioso, que veio para trazer a salvação para todas as pessoas e coisas do gênero, mas na hora da convivência com as pessoas, parece que não é bem assim, pois somos proibitivos e sabemos sempre evidenciar os erros e os pecados que são cometidos para provocarmos discórdia, separação e exclusão. É muito comum ouvirmos nas comunidades: "Eu acho que Fulano não pode participar de tal coisa porque ele fez isso e aquilo". Devemos crer que de fato não somos nós quem chamamos para o serviço do Reino, é Jesus quem chama e ele sabe muito melhor que nós quem está chamando e porque ele está chamando. A nós compete criar condições para que todos possam assumir a própria vocação. (CNBB)

Neste chamado de Mateus, além do realce à disponibilidade no seguimento de Jesus, destaca-se a denúncia contra a discriminação de pessoas, ao qualificá-las de pecadoras. Mateus era um publicano, ou cobrador de impostos, o que lhe conferia boa condição financeira. Contudo, em consequência dos contínuos contatos com comerciantes gentios, os publicanos infringiam as observâncias legais de pureza religiosa e, assim, eram considerados pecadores, pois os gentios eram tidos como impuros. Após chamar Mateus, Jesus senta-se à mesa com ele e com seus amigos, também publicanos e pecadores. A atitude ostensiva de Jesus suscita a indignação dos fariseus. Ele, então, descarta o título de "justos", atribuído àqueles que faziam seus sacrifícios e suas ofertas no templo, bem como o título de "pecadores" aos discriminados pela Lei religiosa. Jesus faz sua opção pelo banquete da vida com os humilhados e excluídos, chamados "pecadores". (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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