Pular para o conteúdo principal

Evangelho Comentado do Dia 15/09/2016 quinta-feira NOSSA SENHORA DAS DORES

Memória Obrigatória: NOSSA SENHORA DAS DORES

Oração do Dia: Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua mãe estivesse de pé junto à cruz, sofrendo com ele. Dai à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Carta aos Hebreus 5,7-9

Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se a causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. - Palavra do Senhor.
 

Comentário: As “súplicas com lágrimas” podem referir-se à oração no horto (Mt 26,36-42) ou ter alcance geral (ver, por exemplo, a ressurreição de Lázaro em Jo 11 e Sl 56,9). “Foi ouvido”: como no salmo da paixão (Sl 22,25), mas com uma mudança substancial: a libertação acontece além da morte. A “salvação eterna” é ação de Deus (segundo Is 45,17), que também se poderia traduzir por “definitiva” e enquadraria no presente contexto.  (Bíblia Peregrino)

Salmo: 30(31),2-3a.3bc- 4.5-6.15-16.20 (R. 17b)
Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente. Porque sois justo, defendei-me e libertai-me; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!

Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

Sequência

Ó santa mãe, por favor, faze que as chagas do amor em mim se venham gravar. O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar. Ó dá-me, enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar! Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar. Virgem mãe tão santa e pura, vendo eu a tua amargura, possa contigo chorar. Que do Cristo eu traga a morte, sua paixão me conforte, sua cruz possa abraçar! Em sangue as chagas me lavem e no meu peito se gravem, para não mais se apagar. No julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem soube em ti se abrigar. Que a santa cruz me proteja, que eu vença a dura peleja, possa do mal triunfar! Vindo, ó Jesus, minha hora, por essas dores de agora, no céu mereça um lugar.

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 19,25-27

Naquele tempo, junto à cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:

"Mulher, este é o teu filho". Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe".

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. - Palavra da Salvação.

Comentários:

As três Marias” com o “discípulo” representam a parte de Israel fiel a Jesus até o suplício. Entre elas, seleciona a mãe. Em termos sociais, o filho único, antes de morrer, assegura um destino à mãe (viúva?); recomenda-a a um amigo leal. O relato aponta além. Jesus lhe dá o tratamento do v. 2,4; “mulher”; chegou a hora então anunciada. A mãe do rei recebe como nova família, como irmão de Jesus, o discípulo ideal. Este poderá suscitar filhos ao irmão mais velho morto (Dt 25, 5-10). Maria pode encarnar com a ajuda de Deus” (Gn 4,1). Para a tradição antiga, é figura da Igreja mãe. (Missal Cotidiano)

A cena de Maria, aos pés da cruz, entregue por Jesus ao discípulo amado como mãe, comporta dois ensinamentos importantes. O primeiro refere-se à capacidade de Maria de ser mãe até o extremo. É impossível imaginar a profundidade da dor no coração de u´a mãe ao ver o filho condenado à morte dos malditos, sabendo ser ele justo e bom. E mais, inteiramente fiel a Deus, a quem chamava de Pai e de quem se reconhecia enviado com a missão de salvar a humanidade. Mãe, até o fim, a mãe de Jesus se torna exemplo para as mães de todos os tempos, de modo especial, as que se veem diante dos filhos mortos por causa da injustiça e da maldade deste mundo. O segundo está contido nas declarações do Crucificado, ao estabelecer a relação de maternidade-filiação entre Maria e o discípulo amado. Dada e recebida como mãe, Maria assume a maternidade de todos os discípulos e discípulas de seu filho. A morte e a ressurreição de Jesus permitiram-lhe universalizar a missão de mãe, recebida de Deus, quando lhe confiou a tarefa da maternidade de seu Filho. Este tópico do ensinamento joanino dá um colorido especial de afetividade e de humanidade ao mistério cristão. Os discípulos de Jesus são também seus irmãos e irmãs, ao acolherem a maternidade espiritual de Maria. Por outro lado, a mãe de Jesus torna-se modelo para os discípulos e as discípulos do Filho ao lhes oferecer um testemunho consumado de vivência radical da missão recebida de Deus. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

DEIXE SEU PEDIDO DE ORAÇÃO

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica

Se desejar receber nossas atualizações de uma forma rápida e segura, por favor, faça sua assinatura, é grátis. Acesse nossa pagina: http://ocristaocatolico.blogspot.com.br/ e cadastre seu e-mail para recebimento automático, obrigado.

Comentários

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...