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Visões do Inferno - 1ª Parte - Irmã Josefa Menendez

Nossa luta contra as trevas deve ser incessante. Para compensar aos que não mais acreditam nesta espantosa realidade, pessoas cuja falsa teologia é de perdição. Devemos nós, continuar a trazer estes textos de revelações visões de pessoas e de santos de nossa Igreja, para que todos finalmente acreditem e tenham tempo de conversão. Nem que seja pelo medo de cair lá. Acreditem, é horrível. Eu já vi... 

A noite de 16 de Março às dez horas, ouvi, como os dias precedentes, um barulho confuso de gritos e cadeias. Levantei-me rapidamente e vesti-me, e tremendo de medo, ajoelhei-me na parte inferior da minha cama. O barulho aproximava-se, e sem saber o que fazer, marchei do dormitório, e fui à cela da nossa Santa Mãe; então fui de novo ao dormitório: os mesmos barulhos estarrecedores rodeavam-me; seguidamente, de repente vi frente de mim o diabo.

Amarrem-lhe os pés e as mãos, urrou.

Imediatamente perdi consciência de onde estava, e senti-me arrastada muito longe. Outras vozes gritavam:

- Nada bom de amarrar os seus pés; é o seu coração o que devemos amarrar.
- Isso não pertence a mim, foi a resposta do diabo.

Então fui arrastada por um corredor longo, muito escuro e sem fim, e dos lados ressoavam terríveis gritos. Dos lados opostos dos muros do estreito corredor havia uns nichos que vertiam fumo, não obstante com chamas muito pequenas, e que emitiam um cheiro intolerável. Destes nichos vinham vozes blasfemadoras, e gritos e palavras impuras. Alguns maldizem os seus corpos, outros os seus pais... Era um barulho de gritos confusos de fúria e desespero.

Então recebi uma pancada brutal no estômago que me dobrou em dois, e forçou-me dentro dum dos nichos. Senti-me como se fosse esmagada entre duas tábuas escaldantes e como se me perfurassem o corpo através de agulhas grossas, ardentes e pontiagudas parecia furar a minha carne. A minha alma caiu nas profundezas insondáveis, cujo fundo não pode ser visto, porque é imenso...

O que me causou a maior dor... e ao que nenhuma outra tortura pode ser comparada, era a angústia da minha alma achando-se separada de Deus...

Dizia uma alma:

- Se algum de nós, que aqui estamos, pudesse fazer um só ato de amor, isto já não seria inferno!... Mas não podemos; nosso alimento é odiar e abominar!

É ainda uma dessas desgraçadas almas quem fala:

- O maior tormento aqui é não poder amar Aquele que devemos odiar. A fome de amor nos consome, mas é tarde demais... Tu também sentirás esta mesma fome: odiar, abominar e desejar a perdição das almas... É este o nosso único desejo!

Todos estes dias em que sou arrastada ao inferno, (diz Josefa) quando o demônio ordena aos outros que me martirizem, eles respondem: "Não podemos... Seus membros já foram martirizados por Aquele... (designam a Nosso Senhor com uma blasfêmia). Então ele manda que me deem enxofre a beber...  Reparai também que, quando eles me acorrentam para me levar ao inferno, nunca podem atar-me pelo lugar em que usei instrumentos de penitência. Tudo isto escrevo para obedecer.

Alguns rugem pelo martírio que sofrem nas mãos. Penso que roubaram porque dizem:

- Onde está o que tiraste?... Malditas mãos!... Por que aquela ambição de ter o que não era meu e que não poderia guardar... Senão alguns dias?...

Outros acusam as próprias línguas, os próprios olhos... Cada um aquilo que lhe havia sido motivo de pecado:

- Bem pagas estão agora as delícias que tomavas meu corpo!... e foste tu que quiseste!...

Parece que as almas se acusam principalmente de pecados contra a pureza, de roubos, de negócios injustos e que a maioria dos condenados por estas causas é que estão pagando. Vi muita gente do mundo cair naquele abismo e não se pode explicar, nem compreender o grito que lançavam e como rugiam assustadoramente.

- Eterna maldição!... Enganei-me, perdi-me... Estou aqui para sempre... Não há mais remédio... Maldito sejas!

Alguns culpavam tal pessoa, outros, tal circunstância e todos a ocasião da sua própria queda.

Em outro dia, senti-me como se tentassem arrancar a minha língua, mas não podiam. Esta tortura trouxe-me a tal agonia que os meus olhos mesmo pareciam começar a sair das suas órbitas. Penso que era devido ao fogo que queima e queima; nem uma unha do dedo escapa a estes tormentos arrepiantes, e a toda a hora não se pode deslocar mesmo um dedo para ganhar um pouco de alívio, nem fazer tampouco câmbio nenhum, porque o corpo parece estar aplainado e dobrado em dois. Os barulhos de confusão e de blasfêmias não cessam nem um só momento. Um cheiro terrível asfixia e corrompe tudo, é como a queimadura da carne podre, misturada com alcatrão e enxofre... uma mistura à qual nada sobre a terra pode ser comparada..."

Bem que estas torturas foram terríveis, seriam suportáveis se a alma tivesse paz. Mas sofre indescritivelmente... Uma das almas danada gritava:

- Eis aí o meu tormento... Querer amar e não mais poder. Não me resta outra coisa senão ódio e desespero.

Vejo claramente que todas as dores sobre a terra não são nada em comparação com o horror de não poder amar nunca mais, porque neste lugar só se respira ódio e sede de perdição de outras almas. Pareceu-me que passei muitos anos neste inferno, no entanto apenas durou seis ou sete horas... Todo o que escrevi, é somente uma sombra do que a alma sofre, por que nenhuma palavra pode exprimir tão grande tormento.
  
Tudo o que estou escrevendo, não é senão uma sombra ao lado do que a alma sofre, pois, não há palavras que possam exprimir tormento semelhante.

Irmã Josefa Menéndez (1890-1923) recebeu mensagens de Jesus no convento da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus en Les Feuillants, em Poitiers, França, entre 1920 e 1923. O então Cardeal Eugênio Pacelli, depois Papa Pio XII, aprovou a divulgação.

Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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