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Liturgia Diária Comentada 08/07/2016 sexta-feira

Liturgia Diária Comentada 08/07/2016 sexta-feira
14ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas

Antífona: Salmo 47,10-11 Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos.

Oração do Dia: Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria e daí aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Profecia de Oséias 14,2-10


Assim fala o Senhor: Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: “Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia”. “Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão com a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem.  - Palavra do Senhor.

Comentário: Quando Oséias fala, o povo ainda está longe de Deus. Mas o amor imagina que o povo havia tornado a seu Deus e lhe pedira perdão: “Afasta toda iniquidade, acolhe-nos favoravelmente, queremos oferecer-te a homenagem de nossos lábios” (V.3), e prometera eliminar da própria vida tudo o que desagrada a Deus. Este responde então com outras promessas  de amor, perdão, toda dedicação: “Chorá-lo-ei de suas infidelidades, amá-lo-ei de coração” (V.5). Deus é o amor que previne, antecipa sua intervenção, manifesta seu perdão antes mesmo que os filhos lho peçam. O que lhe interessa é que os filhos sejam salvos, voltem a ele, reencontrem o caminho certo: “Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva” (Ez 33,11). É de se perguntar se não configuramos Deus como um juiz prestes a proferir sentença de morte e se porventura sentimos a necessidade de nós abandonar nos braços do Pai, para lhe dizer com imenso amor: “Pai, nunca mais longe de ti”. (Missal Cotidiano)

Salmo: 50 (51),3-4. 8-9. 12-13. 14.17 (R. 17b)
Minha boca anunciará vosso louvor!

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

Mas vós amais os corações que são sinceros, na intimidade me ensinais sabedoria. Aspergi-me e serei puro do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.

Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,16-23

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas.

Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.

O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa de meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não aca­bareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem. - Palavra da Salvação.

Comentários:

Todo aquele que quer ser discípulo de Jesus deve estar pronto para enfrentar os problemas decorrentes do discipulado. Ser discípulo de Jesus significa não aceitar os contra valores que estão presentes no mundo e que não permitem que haja vida e vida em abundância, mas denunciar esses contra valores como causa de sofrimento e, ao mesmo tempo, anunciar os valores do Evangelho. Ser discípulos de Jesus significa ser profeta da Nova Aliança e arcar com todas as consequências do agir profético, ou seja, a perseguição, o sofrimento e até mesmo a morte. A história da Igreja está repleta de mártires, profetas da Nova Aliança que, por acreditarem nos valores do Evangelho, foram perseguidos e derramaram seu sangue como o Cristo. (CNBB)

Os apóstolos foram alertados, sem subterfúgios, para a realidade da missão. A imagem das ovelhas convivendo em meio a lobos não dava margem para ilusões. Eles tinham diante de si um destino de ódios, perseguições e martírio. Nada de aspirar honras e reconhecimento e, sim, preparar-se para defrontar com coragem a sorte futura. Uma consolação para os apóstolos foi a promessa de não serem largados à própria sorte. Eles teriam a assistência do Espírito de Deus, mormente, nos momentos mais dramáticos de testemunho quando a perseguição se abatesse sobre eles. Nesta hora, falariam inspirados, pois o Espírito é quem falaria através deles. Por conseguinte, nada têm de temor. Em meio a tantos percalços, os apóstolos foram exortados a revestir-se de perseverança. Talvez, fosse este o dom principal a ser pedido ao Espírito. Vítimas de perseguição prolongada, os apóstolos poderiam acabar cedendo às pressões e renunciar à missão recebida. Evidentemente, Jesus não exigia deles se entregarem voluntariamente nas mãos de seus carrascos. Isso seria insensatez! Quanto possível, deveriam fugir e se proteger. Mas, sem abrir mão da missão. A missão apostólica tem uma dimensão escatológica. Se o apóstolo persevera firme, até o fim, pode estar certo de receber o prêmio da salvação. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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