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Liturgia Diária Comentada 06/08/2017 18ª domingo do Tempo Comum

Festa: Transfiguração do Senhor

Primeira Leitura: Profecia de Daniel 7,9-10.13-14

Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho do homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. - Palavra do Senhor. 

Comentário: O autor mostra agora o mistério que governa e julga a história: O Ancião é o próprio Deus, cercado por seus anjos, mediadores de sua ação na história. Os livros, onde são registradas as ações dos homens, são abertos: começa o julgamento. A fera julgada é a quarta, símbolo do império de Alexandre e, principalmente, de Antíoco IV. O misterioso filho do homem é uma personificação do povo fiel, que recebe de Deus o reino que durará para sempre. O Novo Testamento vê Jesus, o instaurador do Reino de Deus, como esse misterioso filho de homem que vem do céu. O livro de Daniel surgiu num tempo de muitas dificuldades para o povo de Deus: trata-se do período dos Macabeus (II século a.C.), quando os judeus eram oprimidos pela dominação selêucida De Antíoco IV Epífanes. O livro quer mostrar, portanto, o conflito entre o povo de Deus e o imperialismo, para daí tirar importantes lições. O autor emprega uma linguagem que para nós parece muito estranha, pois é cheia de símbolos, imagens e figuras cuja compreensão não atingimos à primeira vista. Trata-se de um modo de escrever chamado apocalíptico, próprio para tempos difíceis. Esse gênero literário nasceu praticamente com Daniel, e estava muito em voga na época do Novo Testamento. Trata-se de uma comunicação alternativa, compreendida e assimilada somente por quem sofre na pele as consequências da opressão. O principal objetivo desse modo de escrever é animar as comunidades para a resistência diante dos poderes tiranos, como o imperialismo selêucida. (Deus Único)

Salmo: 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a)
Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo

Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

Segunda Leitura: Segunda Carta de São Pedro 1,16-19

Caríssimos: Não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: "Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer". Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo. E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações. - Palavra do Senhor.

Comentário: Para falar sobre a vinda gloriosa de Jesus Cristo, os falsos mestres da época arquitetavam teorias complicadas e sem fundamento. Os apóstolos, ao contrário, transmitem fatos que viram com os próprios olhos. O versículo 17 alude à transfiguração de Jesus. Os profetas do Antigo Testamento, que anunciavam a glória do Messias, não se fundamentavam numa visão pessoal e subjetiva; o testemunho deles era expressão do que Deus queria comunicar aos homens através do Espírito. (Deus Único)

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 17,1-9

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse: "Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias". Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!" Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. - Palavra da Salvação.

Comentário: Pedro, Tiago e João, os mais destacados do grupo dos discípulos, tiveram o privilégio de “ver” a glória do Messias, antecipada na cena da transfiguração. Este estava destinado a ser glorificado por Deus, e revestido de imortalidade divina. O episódio evangélico está todo envolvido pela presença divina. O monte, para o qual Jesus e seus discípulos se dirigiram, simboliza o lugar da presença e da comunicação divinas. Dirigiram-se para o alto monte, porque o ser humano deve elevar-se para poder contemplar a manifestação da glória divina. O rosto de Jesus, “brilhante como o sol”, apontava para a glória dos justos no reino do Pai. Igualmente, o esplendor luminoso de suas vestes. A presença de Moisés e Elias indicava que as Escrituras – Palavra de Deus – estão todas centradas na pessoa de Jesus. Tudo quanto Deus havia falado a seu povo eleito tinha sido em função do seu Filho amado. Moisés e Elias evocavam o monte Sinai, lugar da manifestação de Deus, onde ambos estiveram. O auge da presença divina revela-se quando uma nuvem luminosa envolveu Jesus, e a voz celeste se fez ouvir: “Este é o meu filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz!”. Assim, os discípulos estavam em condições de compreender a verdadeira identidade de Jesus, na sua condição humana e divina. Este seria um dado importante para quem haveria de ver o Mestre tornar-se vítima da incompreensão das lideranças religiosas do povo. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Transfiguração do Senhor - Festa - 06 de agosto

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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