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Evangelho Comentado do Dia 21/05/2017 domingo 6ª Semana da Páscoa

Liturgia Diária Comentada 21/05/2017 domingo
6ª Semana da Páscoa - 2ª Semana do Saltério
Prefácio pascal - Ofício dominical pascal
Glória e Creio - Cor: Branco - Ano “A” Mateus

Antífona: Isaias 48,20 - Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia!

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 8,5-8.14-17

Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. Era grande a alegria naquela cidade. Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram lá Pedro e João. Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo. - Palavra do Senhor. 

Comentário: O autor apresenta Filipe como exemplo da evangelização que se propaga a partir de Jerusalém. A missão cristã é mostrada nos mesmos moldes previstos pelo Evangelho: anúncio do caminho de Jesus Cristo e ação que desaliena os homens (expulsão dos demônios), possibilitando que eles se tornem responsáveis pela própria caminhada (cura da paralisia). O resultado é a alegria trazida pela Boa Notícia. Simão é alguém que busca prestígio a todo custo, recorrendo à venda de ilusões que fascinam e alienam o povo. Enquanto outros buscam o batismo para selar a conversão, Simão está interessado em milagres e em comercializar o dom de Deus. Reprovando-o, Pedro lembra a cena de Jesus expulsando os comerciantes do Templo (cf. Lc 19,45ss). O texto é verdadeira condenação de qualquer comércio do sagrado. O que Deus dá gratuitamente, deve ser distribuído gratuitamente. A missão de Pedro e João na Samaria é reconhecer a nova comunidade como parte integrante da Igreja. A imposição das mãos com o dom do Espírito Santo mostra que as comunidades cristãs nascem sob o impulso do Espírito Santo.

Salmo: 65,1-3a.4-5.6-7a. 16.20 (R.1.2a)
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: Como são grandes vossas obras!

Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome! Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens!

O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder!

Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor!

Segunda Leitura: Primeira Carta de São Pedro 3,15-18

Caríssimos: Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal. Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito. - Palavra do Senhor.

Comentário: Os sofrimentos, de que fala a carta, não são aqueles provindos de alguma doença ou de uma perseguição programada pelo Estado. São os sofrimentos originados da situação em que se encontram os destinatários: imigrantes sem direitos e, além disso, cristãos com projeto de vida diverso do ambiente em que vivem. Cor certeza eles já eram vistos como subversivos e conspiradores. (cf. Is 8,12, onde Pedro se inspira). Por outro lado, tais sofrimentos não devem ser suportados pelo sofrimento em si, mas com finalidade bem precisa; "por causa da justiça". Esse sofrimento é uma bem-aventurança ("felizes de vocês"), pois é consequência do testemunho cristão (v. 15).

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,15-21

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vos. Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. - Palavra da Salvação.

Comentários:

Num contexto de ódio e de perseguição, a promessa feita por Jesus de dar aos discípulos o Espírito da Verdade reveste-se de suma importância. Foi a forma de protegê-los contra o erro e a mentira, ciladas montadas pelo mundo para desviá-los do bom caminho. Sem esta ajuda salutar, com muita probabilidade, deixar-se-iam levar pelas sugestões do falso espírito, chegando a renegar sua condição de discípulos. Pois, enquanto o Espírito da Verdade conduz ao Deus verdadeiro, o espírito da mentira conduz aos falsos deuses, aos ídolos. O Espírito é designado como Paráclito, ajudante dos discípulos de Jesus. Assim, não seriam deixados à própria sorte, numa espécie de perigosa orfandade. A presença do Espírito de Verdade junto deles daria continuidade à de Jesus. Eles teriam sempre a quem recorrer, pois o Espírito estaria neles e "com eles para sempre". A comunidade cristã sempre correria o sério risco de ser levada pelo espírito da mentira. Por isso, precisava da presença constante do Espírito da Verdade para manter-se sempre no bom caminho. Quanto maior esse risco, tanto mais necessária fazia-se a presença desse Espírito que conduz à verdade e à vida. Ele haveria de ser uma luz a expulsar as trevas, de modo a permitir aos discípulos caminhar com segurança rumo à casa do Pai. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus) - Deus Único
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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