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Liturgia Diária Comentada 01/02/2017 quarta-feira

4ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 105,47 - Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor.

Oração do Dia: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Carta aos Hebreus 12,4-7.11-15

Irmãos, vós ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado, e já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige? No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado. Procurai a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; cuidai para que ninguém abandone a graça de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e contaminando a Comunidade. - Palavra do Senhor.

Comentário: Após uma visão mais "teológica" do mistério do sofrimento, eis agora uma visão mais "pedagógica". As dificuldades são encaradas como prova de amor de um pai que nos conhece intimamente "sabe de que somos feitos", e nos corrige para o nosso bem, na medida que podemos suportá-las. Toda a história de Israel ilumina-se com esta perspectiva: Israel é como um filho que precisa ser educado até a maturidade. O cativeiro no Egito, a travessia do deserto, as lutas pela conquista da Palestina, os fracassos militares, o imenso drama da deportação, os sacrifícios da reconstrução, as perseguições helenistas: outras tantas etapas dessa purificação religiosa e moral, mediante a qual vai amadurecendo o "resto de Israel", como também os "pobres de Javé", Jesus Cristo e os seus discípulos. Aceitando o sofrimento, Cristo tornou-o suportável, porque lhe deu sentido. "Embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado a perfeição, tornou-se para todos os que lhe obedecem princípio de salvação eterna" (Hb 5,8-9). (Missal Cotidiano)

Salmo: 102,1-2. 13-14. 17-18a (R. Cf. 17)
O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Porque sabe de que barro somos feitos, e se lembra de que apenas somos pó.

Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre; e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos, aos que guardam fielmente sua Aliança.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6

Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. - Palavra da Salvação.

Comentários:

Muitas vezes, nós nos apegamos apenas à realidade aparente e colocamos a nossa confiança apenas em critérios humanos para a compreensão dessa realidade. Confiamos principalmente nas nossas experiências pessoais e no que as ciências modernas nos ensinam. Tudo isso faz com que tenhamos uma visão míope da realidade, fato que tem como consequência o endurecimento do nosso coração e o fechamento ao transcendente, ao sobrenatural e, principalmente, às realidades espirituais e eternas. Quando nos fechamos ao próprio Deus, simplesmente nos tornamos incapazes de ver sua presença no nosso dia a dia e dificultamos a sua ação, que visa principalmente o nosso bem. (CNBB)

O saber de Jesus deixava admirados os seus conterrâneos. Especialmente quem convivera com ele, durante o longo período de vida escondida em Nazaré, perguntava-se pela origem de tanta sabedoria. Não havia explicação plausível, em se considerando sua origem familiar. Seus pais eram pessoas simples, desprovidas de recursos para oferecer-lhe uma formação esmerada, que o tornasse superior aos mestres conhecidos. Sua pregação, na sinagoga, não dava margem para dúvidas. Ele possuía, de fato, uma ciência elevada, desconhecida até então. Diante desta incógnita, os conterrâneos de Jesus deixaram-se levar pelo preconceito: não é possível que o filho de um carpinteiro, pobre e bem conhecido de todos, possua uma tal sabedoria! Sem dúvida, este preconceito escondia outro elemento muito mais sério. Quiçá desconfiassem que a sabedoria de Jesus fosse de origem espúria, por exemplo, obra do demônio. Em outras palavras: aquilo não parecia ser coisa de Deus. A decisão de desprezá-lo e não lhe dar ouvidos decorre destas explicações. Era perigoso enveredar por um caminho contrário à fé tradicional, desviando-se de Deus. A incredulidade de sua gente deixava Jesus admirado, a ponto de decidir realizar, em Nazaré, poucos milagres. Seu povo perdia, assim, uma grande oportunidade de conhecê-lo melhor, e descobrir, de maneira acertada, a origem de seu saber. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Sabemos que não era reservado apenas aos sacerdotes e doutores da Lei a interpretação dos textos, qualquer homem adulto poderia expressar sua opinião, mas é notório que o medo de se pronunciar e expor seus pensamentos levava o povo a ser taxado de ignorante. Diante da iniciativa de Jesus todos no primeiro momento ficam admirados com sua sabedoria e com seus feitos, mas em seguida vem à rejeição, por quê? Será que o projeto de libertação é novamente jogado ao vento, e desta vez por seus conterrâneos pelo veneno do preconceito e da inveja. “Esse mero carpinteiro”, que conviveu a vida toda conosco, sabemos que “não frequentou escola superior”, “um João ninguém” igual a nós, e “agora quer dá uma de doutor”. A reação de descontentamento de Jesus serve de alerta para muitos nos dias de hoje, que afastam de nossas igrejas ou isolam em um cantinho qualquer, muitos irmãos, pelos mesmos motivos pelo qual o Messias foi rejeitado. (Ricardo Feitosa)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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