7ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
Prefácio dominical comum - Ofício do dia
Glória e Creio - Cor: Verde - Ano “A” Mateus
Antífona: Salmo
12,6 Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me
salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez.
Oração do Dia: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, procurando conhecer sempre
o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira Leitura: Livro do Levítico
19,1-2.17-18
O Senhor falou a
Moisés, dizendo: “Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e dize-lhes:
‘Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. Não tenhas no coração ódio
contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de
pecado por causa dele. Não procures vingança, nem guardes rancor dos teus
compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor!’” - Palavra do Senhor.
Comentário: Deus é santo. Está para além
do mundo e da história, separado do mundo, incompreensível com o mundo,
incompreensível ao mundo. Interessa-se, porém, pelos homens, pelas relações dos
homens entre si, suas relações comunitárias. E por ser santo, comunica-se ao
homem por amor, por ele se interessa para arrancá-lo de sua incapacidade,
libertá-lo da escravidão de si mesmo e das coisas, levá-lo à sua
"santidade". A lei que Deus dá aos homens não é imposição caprichosa,
é o dom de um Deus que quer os homens semelhantes a ele, participantes de sua
santidade. Pelo fato de os cristãos haverem sido "santificados" pelo
batismo não se há de crer que não possa mais haver algum conflito entre eles,
nem nos deve escandalizar a verificação da presença de contestações e de males
na Igreja. O fato de serem crentes, membros da mesma Igreja, não suprime as
contradições humanas, não elimina os contrastes, não resolve as contestações. A
Igreja, contudo, ajuda a viver as contradições no amo'; reúne à mesma mesa
pessoas divididas pelas ideias, ensina a recorrer à penitência quando não se é
capaz de controlar os próprios sentimentos. (Missal Cotidiano)
Salmo: 102,1-2.3-4.8.10.12-13
(R.1a.8a)
Bendize ó
minh'alma, ao Senhor, pois ele é bondoso e compassivo!
Bendize, ó minha
alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao
Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
Pois ele te perdoa
toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e
te cerca de carinho e compaixão.
O Senhor é
indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como
exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
Quanto dista o
nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se
compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem.
Segunda Leitura: Primeira Carta de
São Paulo aos Coríntios 3,16-23
Irmãos: Acaso não
sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em vós? Se
alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, pois o santuário de Deus
é santo, e vós sois esse santuário. Ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que
é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio
de verdade; pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com
efeito, está escrito: “Aquele que apanha os sábios em sua própria astúcia”, e
ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”. Portanto,
que ninguém ponha sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence:
Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro; tudo é
vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus. -
Palavra do Senhor.
Comentário: Paulo ensina aos cristãos de
Corinto que o único fundamento de sua fé é o Cristo, e não os sábios deste
mundo, sejam eles cristãos ou não, pois o que é sabedoria deste mundo é loucura
diante de Deus. Os cristãos são de Cristo, como Cristo é de Deus. Eles não
pertencem ao mundo e, por isso, não devem reger a vida segundo os valores do
mundo. Pertencendo a Cristo, os cristãos são templos do Espírito de Deus, como
Cristo é o templo de Deus por excelência, lugar do encontro definitivo entre a
humanidade e o Criador. Os cristãos, por meio de sua inserção em Cristo pelo
batismo, com uma vida dedicada a Deus e ao amor ao próximo, testemunham a
presença de Deus no meio dos povos. Ser templo de Deus, pertencer a Cristo,
significa ser mediação do amor e do perdão, ser lugar do encontro com Deus. E
isso é loucura para o mundo, mas sabedoria de Deus. (Aíla Luzia Pinheiro
Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus)
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,38-48
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Vós
ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ Eu, porém, vos
digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na
face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo
para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um
quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a
quem te pede emprestado. Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e
odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por
aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está
nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva
sobre justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que
recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se
saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não
fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é
perfeito!” - Palavra da Salvação.
Comentário:
O
modelo de perfeição apresentado por Jesus a seus discípulos visava preservá-los
da mediocridade em que viviam tantas pessoas religiosas da época. Satisfeitas
consigo mesmas, julgavam ter alcançado toda a perfeição possível a um ser
humano. Em geral, tais pessoas estão sempre a um passo da soberba e, se
auto-comparando com as demais, julgam-se superioras a todas. Tendo Deus como
modelo de perfeição, o discípulo não é exortado a ser tornar um outro deus e
sim a ter sempre diante de si as virtudes próprias de Deus, deixando-se guiar
por elas. Com isso, estará em condições de cultivar ideais mais elevados, sem
correr o risco de se tornar mesquinho. Por outro lado, haverá de cultivar
sempre a humildade, ao tomar consciência do quanto está longe da perfeição
divina. Deixar-se dominar pelo desânimo seria uma atitude inconveniente ao
discípulo, uma vez que desconfia de sua capacidade pessoal de seguir adiante.
Isto não corresponde ao desejo de Jesus. A busca da perfeição, inspirada em
Deus, acontece na obediência ao mandato de Jesus. Entretanto, ela será
infrutífera se o discípulo pretender alcançá-la por própria iniciativa,
excluindo qualquer ajuda. A perfeição é uma ação de Deus no coração do
discípulo. Quanto maior for sua docilidade, tanto mais o Espírito poderá
conformá-lo como o modo de ser divino. (Padre
Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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