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São Roque González e companheiros - Mártires - 19 de novembro

Deus, nosso Pai, o bem-aventurado Roque González e seus companheiros opuseram-se corajosamente à escravidão e à exploração dos índios pelos conquistadores. Olhai com bondade para todos os homens que andam como ovelhas sem um pastor que os ame, os procure e os salve. Será que foram inúteis para nós o vosso sangue e as vossas dores no Calvário? Intercedei por nós para que os injustiçados sejam libertos, os pecadores se convertam, os fracos se fortaleçam, os aflitos sejam confortados. Vós bem sabeis como é o mundo em que vivemos como são numerosos os inimigos que nos atacam e sabeis também o quanto somos fracos. Olhai com bondade para nós e caminhai conosco. Amém! 

São Roque e seus companheiros foram uns dos primeiros mártires sul-americanos.

Roque Gonzalez nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Seus pais eram espanhóis. Mostrava tanta bondade e devoção na adolescência que todos estavam convencidos que um dia abraçaria a vocação sacerdotal, o que se deu quando completou 23 anos de Idade.

Já nos primeiros anos de sacerdócio dedicou-se zelosamente pela evangelização indígena, de forma que, diária e continuamente, visitava os povoados mais distantes para catequizar os índios.

Ao completar 33 anos decidiu entrar na Companhia de Jesus, pois se sentiu fortemente impulsionado a trabalhar como missionário.  Os padres jesuítas haviam fundado no Paraguai algumas colônias de indígenas que se fizeram muito famosas em todo mundo. As chamaram "Reduções", que se diferenciavam das tribos de outros países, pela exemplar organização em aplicar os meios adequados de evangelização católica, dentro de uma estrutura que ampliava a educação e as necessidades cotidianas dos indígenas sob sua tutela espiritual. Os padres Jesuítas os tratavam como verdadeiros filhos de Deus, protegendo-os sua dignidade com enorme respeito e carinho.

Um autor francês chegou a exclamar: "Nestas reduções, os índios chegaram ao mais alto grau de civilização que um povo jovem pode alcançar". 

Nessas missões se respeitava muito a lei de Deus e se obedeciam às leis civis; cada um tratava aos demais como se fossem irmãos. Os índios aprendiam a lavrar a terra com técnicas agrícolas e praticavam trabalhos manuais e industriais.  Tudo era um cooperativismo bem organizado, porque reinava principalmente a abundância espiritual que o povo indígena assimilou rapidamente, ou seja, as verdades divinas. 

Nessas reduções foi o Padre Roque González o primeiro europeu a penetrar em certas regiões de mata virgem do Paraguai. Trabalhou por 20 anos, enfrentando com paciência e confiança a toda classe de dificuldades e perigos, dirigindo nesse período cerca de seis Reduções de indígenas. Muitas vezes o perigo provinha de tribos totalmente selvagens que atacavam e outras eram de colonos europeus que queriam escravizar os índios, porém, os jesuítas não o permitiam.  Por isso, Padre Roque exercia uma enorme influência sobre os índios, que o veneravam como a um verdadeiro santo.

Sucedeu que um curandeiro, o bruxo dos indígenas, se deu conta que a influência dos Padres Jesuítas estava reduzindo sua clientela diante do serviço de evangelização, que rapidamente esclarecia os índios na fé e na sabedoria cristã. Aos poucos iam abandonando as crendices, enganos e mentiras.  Por causa disso, decidiu arquitetar um plano para vingar-se e pôr termo àquela situação. Assim, reuniu um grupo de índios selvagens e com eles atacou a missão católica.

Quando o curandeiro e seus sequazes chegaram, estava o Padre Roque González tratando de erguer um sino à torre da capela. O assassinaram ali mesmo, a golpes de marreta. Ao ouvir o tumulto, o Padre Afonso Rodríguez saiu de sua choupana e imediatamente os índios também o assassinaram mediante golpes. Em seguida atearam fogo à capela e quando estava tomada de chamas, lançaram a ela seus cadáveres. Era 15 de novembro de 1628. Alguns dias depois esses mesmos índios assaltaram a missão próxima e ali assassinaram o Padre Juan de Castillo.  Assim, foram três os mártires que derramaram seu sangue, depois de haver dedicado sua vida em favor dos nativos, pela pregação da Sã Doutrina.

O chefe índio Guarecupí deixou escrito: "Todos os índios cristãos amavam o Padre Roque".

Estes três sacerdotes Jesuítas, martirizados na região do Rio da Prata, foram beatificados por Pio XI em 1934 e canonizados por João Paulo II, em sua visita ao Paraguai em 1988.

Fonte: Pagina Oriente - asj.org.br
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