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Condenação eterna não é uma sala de tortura mas distanciamento de Deus - Papa Francsico

Jamais dialogar com o diabo, com o sedutor e o impostor, que afasta de Deus, fonte da felicidade.

Como será o juízo universal e o encontro final com Jesus?

Diabo, sedutor que arruína a vida. Jamais dialogar com ele.

A primeira imagem do Apóstolo é o juízo do “dragão, a antiga serpente, que é o diabo” e que o anjo descido do céu joga do Abismo, acorrentado para que “não pudesse mais seduzir as nações: porque ele é um sedutor”. 

“Ele é um mentiroso, ou mais: é o pai da mentira, gera mentiras, é um impostor. Leva a crer que se comes a maçã, serás como Deus. Ele a vende assim e tu a compras; no fim, ele te engana, arruína tua vida. ‘Mas padre, o que podemos fazer para não nos deixarmos enganar pelo diabo? Com o diabo não se dialoga. O que Jesus fez com o diabo? Jesus o expulsava, lhe perguntava seu nome, mas não conversava”.

Também no deserto, Jesus nunca usou a palavra própria porque sabia bem do perigo. “Nas três respostas que deu ao diabo, se defendeu com a Palavra de Deus, a Palavra da Bíblia”. Jamais dialogar com este ‘mentiroso’, ‘impostor’, aquele que quer a ‘nossa ruína’ e que por isso, ‘será jogado no Abismo’.

Na página do Apocalipse, comparecem então as almas dos mártires, os ‘humildes’, aqueles que testemunharam Jesus Cristo e não adoraram o diabo e seus seguidores: o ‘dinheiro, a mundanidade e a vaidade’, dando a vida por isso.

Condenação é estar distante de Deus, não sala de tortura

O Senhor julgará grandes e pequenos pelas suas obras, lê-se ainda no Apocalipse, e os condenados serão lançados no "lago de fogo".

“A condenação eterna não é uma sala de tortura, ela é uma descrição dessa segunda morte: é uma morte. E aqueles que não serão recebidos no reino de Deus é porque eles não se aproximaram do Senhor. São aqueles que sempre seguiram pelo seu caminho, afastando-se do Senhor e passando diante do Senhor e se distanciaram sozinhos. É a condenação eterna, é o distanciar-se constantemente de Deus. É a maior dor, um coração insatisfeito, um coração que foi feito para encontrar a Deus, mas por orgulho, por ter a certeza de si mesmo, se afasta de Deus”.

A distância para sempre de "Deus que dá a felicidade", do "Deus que nos ama tanto", este é o "fogo", é "o caminho da condenação eterna." Mas a última imagem do Apocalipse abre à esperança e também Francisco o faz.

Abrir o coração para Jesus com humildade, dá a salvação

Se "abrimos os nossos corações", como Jesus nos pede, teremos "a alegria e a salvação", "céu e terra novos", dos quais se fala na primeira leitura. "Basta somente uma palavra," "Senhor" e "Ele faz o resto." Portanto, deixar-se "acariciar" e "perdoar" por Jesus, sem orgulho, é o convite final:

A esperança que abre os corações para o encontro com Jesus Isto nos espera: O encontro com Jesus. É bonito, é muito bonito! Ele só nos pede para sermos humildes e dizer, 'Senhor'. Basta somente aquela palavra e Ele faz o resto. " (CM-SP)

Papa Francisco

Fonte: Rádio Vaticano
Excerto da matéria: Papa: condenação eterna não é uma sala de tortura mas distanciamento de Deus
br.radiovaticana.va/news/2016/11/25/papa_condena%C3%A7%C3%A3o_eterna_n%C3%A3o_%C3%A9_uma_sala_de_tortura_/127
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