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Quem ama os irmãos revela Deus - 15º Domingo Comum “C” Lucas

Quem ama os irmãos revela Deus

O homem da religião natural, experimentando "dentro" da existência a fragilidade da vida, pensa encontrar fora de si, em Deus, a segurança. Procura então atingir a Deus, tornar-se como ele, divinizar-se através de ritos e do culto.

O homem procura tornar-se Deus


Para Israel, Deus é o Absolutamente-Outro, inatingível pelo homem. O culto não diviniza. O único caminho da salvação é a fidelidade à aliança; Deus salvará gratuitamente os que tudo esperam dele e que observam fielmente a sua lei (1ª leitura). Mas será possível ao homem uma fidelidade absoluta, uma resposta marcada de absoluto? uma resposta total que o una a Deus e o divinize? Não haverá contradição entre tal aspiração e a condição de criatura, e criatura pecadora? A esperança de ver superada essa contradição orienta Israel para o futuro, na expectativa do Messias. Com a intervenção de Cristo, a esperança de Israel é cumulada além da expectativa. Jesus de Nazaré se apresenta como o perfeito imitador do Pai.

Ele é realmente o Messias, isto é, aquele homem que se esperava pudesse falar com Deus numa linguagem de verdadeiro diálogo. Pedro confessa que ele é a imagem do Pai (2ª leitura). Ao mesmo tempo, Jesus é a imagem do homem; pede a si mesmo e a seus futuros discípulos a renúncia total de si, a obediência até a morte de cruz, que é a condição de um amor fraterno universal, isto é, a fidelidade total à nossa condição terrestre. Jesus é o Homem-Deus, o Verbo encarnado; pode reunir os dois extremos do paradoxo: ser, no verdadeiro sentido da palavra, a imagem do Pai, e ser integralmente fiel à condição terrestre de criatura. Jesus Homem levará à perfeição a imagem do Pai, no sacrifício da cruz; ai revelará a verdadeira face do duplo amor para com Deus e para com os homens, do qual brota a história da salvação.

Agora, para o homem, a imitação do Pai passa a ser através de Cristo. O cristão se configura a ele no batismo e nos outros sacramentos. Mas essa configuração deve ser vivida nos acontecimentos, nos encontros da vida cotidiana. O sacrifício de si e o amor gratuito e universal pelo próximo fazem resplandecer na face do cristão a face de Cristo e de Deus.

No amor de Cristo encontramos a Deus

Cristo se comporta com a humanidade como o samaritano da narrativa evangélica para com o desconhecido; como o bom pastor vem salvar a ovelha despojada, espancada e quase morta (Jo 10,10), como o filho do dono da vinha se apresenta depois dos profetas enviados em vão (Jo 10; Lc 20,9-18), assim o samaritano chega depois dos sacerdotes e levitas que não quiseram e não puderam salvar o homem ferido.

Vê-se aí um reflexo da história da salvação, na qual Jesus vem sob o aspecto de samaritano desprezado, revela aquilo de que os outros "técnicos" da salvação se esqueceram, constrói precisamente onde essas técnicas faliram. Em Cristo, Deus se aproximou do homem com uma fisionomia simples e humana. O Deus que agora conhecemos anão está muito alto nem muito distante de nós, e a sua lei está muito perto de nós; na nossa boca e no nosso coração, para que a levemos à prática (1ª leitura). Só encontramos verdadeiramente a Deus fazendo o mesmo que Cristo fez. O segredo está no grande mandamento da caridade que, com Cristo, traz exigências novas. Não basta mais amar o próximo como a si mesmo; é preciso perguntar-se como ser próximo para o outro e amá-lo como Deus o ama. Depois da Ceia, Cristo dará um mandamento novo: amar aos outros como fomos amados (Jo 13,34).

É necessário tomar consciência da pertença a esta humanidade ferida, abandonada semimorta a beira da estrada, que Cristo veio salvar.

O amor do Cristão revela Deus

O ateísmo teórico e prático é um fato que se respira no ar. De que modo podem os homens de hoje encontrar a Deus? Qual será o lugar da revelação de Deus para eles? Não são, certamente, com e nas demonstrações teóricas. Em muitos lugares, o homem hoje é torturado, condenado à morte, traído, desprezado, abandonado.

Há uma opção precisa a fazer; optar pelo homem acima de todas as coisas: do dinheiro, da profissão, das estruturas... Optar por sua libertação... Perguntamo-nos como intervir, tanto no nível das situações particulares (dar o peixe ou ensinar a pescar?) como no nível geral das estruturas (para que os que sabem pescar não sejam roubados e obrigados a passar fome). Se Deus é amor, se Cristo é a revelação de Deus porque se entregou à morte pelo homem, o cristão revelará Deus ao mundo com seu amor concreto pelo próximo.

·         Primeira Leitura: Dt 30,10-14
·         Salmo: 68,14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R.cf.33)
·         Segunda Leitura: Cl 1,15-20
·         Evangelho: Lc 10,25-37

Fonte: Missal Dominical (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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